Plá da Pá
Um blog pra contar o que eu ando fazendo, simples assim =^.^=
1.4.25
Eita, a data!
Produto trocado
A minha compra de hoje, porém, foi feita meio nas pressas. O trabalho tava super puxado, eu me lembrei de várias coisas q estavam acabando, e fiz uma encomenda rapidona na hora do almoço pra ter tudo certo na hora da janta. Esqueci de clicar no botão de "Não substituir". Mas pensei em todos os produtos q pedi, e deixei pra lá. Não tinha nada muito sério, e se mandarem um Fofo Lavanda em vez do Fofo Brisa da Manhã, tudo bem.
A entrega acabou de chegar. Teve umas substituições, um queijo do mesmo tipo porém de outra marca, nada sério. Aí eu cheguei na sacola do leite. Eu pedi seis leites, tinha cinco. Abri meu pedido online, tava lá q eu pedi 6 leites. Olhei a mensagem avisando q algum produtos seriam substituídos, tava lá o queijo, mas nada de leite. Caramba, cadê o leite?
E foi aí que eu achei um produito que eu NÃO tinha pedido, mas tava na mesma sacola do leite. E eu desatei a dar risada, porque a pessoa que preparou a minha sacola ou tava muito cansada, ou tava botando esforço DEMAIS no trabalho, tentando pensar no cliente. Em vez de seis leites, eles mandaram cinco leites e um... CAFÉ SOLÚVEL. Nem posso reclamar. Ainda bem que o açúcar eu já tenho.
16.2.25
Chuva, carteira e cadáveres - Parte 3
- Nossa, muito obrigada por devolver minha carteira. Como foi que você me achou?
- Ah, pesquisando no Google. Tinha bastante coisa sobre você e o jardim botânico.
- Mas você ligou no meu celular. Como você conseguiu o número?
- Ah, então... O número estava no obituário do seu pai. Ele faleceu recentementemente, né? Eu sinto muito.
Ela levantou as sobrancelhas, depois ficou olhando pra carteira. Respirou fundo e deu um suspiro.
- Papai, papai... Sempre me ajudando, mesmo aí de cima, né?
Ela estava visivelmente visitando algumas memórias. Dei um minutinho pra ela, e fui comendo minha batata. Ela voltou a prestar ateção em mim, e comendo batata també, perguntou o que eu fazia na universidade. Falei do meu trabalho com os alunos, e perguntei a mesma coisa pra ela.
- Eu cuido de algumas plantas especiais lá no Jardim Botânico. Essa semana foi muito corrida, eu estava dando entrevistas e palestras quando você me ligou. Porr isso não pude atender. No momento, estou cuidando da planta-cadáver.
A planta-cadáver é uma planta raríssima, originária das florestas de Sumatra, que só floresce uma vez a cada 10 anos. Ela é famosa não só por isso, mas por liberar, quando floresce, um cheiro medonho de bicho morto. Por isso o nome. O Jardim Botânico daqui tem uma dessas plantas há cerca de 15 anos, e ela nunca tinha florescido. Só ficava lá, quieta num canto, com sua cara de batatinha verde num talo, só lançando uma folhinha aqui e ali ao longo dos anos. Na última sexta, porém, os funcionários do Jardim chegaram lá e a planta tinha lançado um filete gigantesco pro alto durante a noite. Todo mundo entrou em polvorosa, porque isso significava que ela ia florescer muito em breve. Não deu outra - no sábado a flor estava formada e abrindo. O jardim botânico chamou a imprensa, abriu um número limitado de tickets, foi um furdunço. Na segunda, quando eu achei a carteira, ela já tinha começado a fechar.
- Você foi lá ver a planta? - a Fulana me perguntou.
- Não, eu não consegui um ingresso. Eles acabaram muito rápido.
- Ah, verdade. Agora nós fechamos a estufa para visitantes, e só os cientistas estão cuidando da planta. Mas você quer ver? Eu posso te mostrar. Bem rápido, depois do trabalho.
Meus olhões ficaram do tamanho de dois pires. "Nossa sério? Quero sim! Não tem problema? Olha, só se não for incomodar..." e toda aquela ladainha. Mas ela disse que não tinha problema. Combinamos que no dia seguinte eu sair do trabalho um pouco mais cedo e iria lá, e ela ia autorizar q eu entrasse rapidamente na estufa.
No dia seguinte, ÓBVIO q eu estava no Jardim Botânico na hora marcada, toda pimpona. Suada pra caramba, porque eu fui literalmente correndo de uma reunião, mas cheguei na hora. A Fulana estava no portão com uma assistentew. Elas me colocaram num daqueles carrinhos de golfe e fomos, VRUUUMMMMM, na direção das estufas. Chegamos lá em cima e elas abriram dois portões cadeados. Me disseram pra preparar a câmera, porque ia ser bem rápido - entrar, olhar e sair. 10 segundinhos. Preparei tudo, e ela abriram a porta.
A planta é impressionante. Devia ter mais ou menos a minha altura, incluindo o vaso. Difícil de acreditar que por 15 anos ela foi uma bolota com umas folhinhas. No calorão da estufa (afinal, tinha que parecer uma selva de Sumatra), tirei umas fotos, olhei de diversos ângulos. O cheiro? Já não estava tão forte, porque a flor já estava fechada. Mas ainda lembrava aquele cheiro de quando você esquece a roupa na máquina, e aí vira aquele bololô morno e molhado.
Foram realmente só alguns segundos, e elas indicaram que era hora de sair. Elas explicaram que agora os cientistas estão tentando colher um pouco do pólen e enviar para Sydney, onde existe outra planta-cadáver, que também floresceu na semana passada. Eles não sabem exatamente de onde elas vieram, mas provavelmente são parentes, já que floresceram tão perto uma da outra. Ainda assim, se eles conseguirem polinizar, as semestes ainda seriam muito mais fortes do que se a planta se auto-polinizasse, já que teria mais variação genética.
Sentei de volta no carrinho de golfe, sorrisão indo de uma orelha à outra. Tipo, quando, QUANDO na vida você acha que um dia vai ver um negócio desses? Eu já vi essa planta na tevê algumas vezes, porque eles sempre mostram quando abre um ao redor do mundo. E dessa vez eu vi uma ali, pertinho, do meu ladinho. Agradeci muito à Fulana, que falou que era o mínimo que ela podia faezr pra agradecer. Elas me dirigiram de volta até a entrada do Jardim Botânico, e de lá eu fui pra casa numa scooter, porque estava cansadérrima.
E no caminho, mais exatamente quando passei pelo canal, foi que caiu a ficha. Hoje acabou sendo o dia q eu vi um "cadáver". Mas ainda bem que foi bem diferente do que tinha imaginado.
- FIM -
15.2.25
Chuva, carteira e cadáveres - Parte 2
O nome também não bateu com nenhum funcionário no registro da universidade, ou com a lista de alunos à qual eu tenho acesso. Outra possibilidade eliminada. Então coloquei o nome completo no Google, mais o nome da nossa cidade. O nome da Fulana era meio comum, então tinha alguns resultados. Mas um deles me chamou a atenção - tinha uma Fulana que aparecia em alguns artigos de notícias, identificada como funcionária do Jardim Botânico. O Jardim Botânico fica cerca de dois quilômetros depois da universidade, e faria sentido uma pessoa fazer o mesmo percurso que eu, pela ciclovia, pra chegar lá. Também fazia sentido a pessoa ter na carteira uma autorização pra trabalhar com crianças, pois sempre têm excursões escolares indo ao jardim botânico, e pais visitando com filhos pequenos.
Empolgada com a minha descoberta, usei essa informação pra tentar achar imagens. Achei uma foto de uma moça segurando várias vegetais folhosos - o rosto era muito parecido com o da carteira de motorista. Tinha que ser a Fulana do Jardim Botânico. Não perdi o jeito da investigação jornalística: as peças estavam começando a se encaixar.
Pensei em ligar para o jardim botânico e pedir pra falar com ela, mas estava no ritmo e tentei achar mais informações. Mais algumas buscas e achei a foto de um grupo, incluindo Fulana, mais umas pessoas, e Siclana, que tinha o mesmo sobrenome. Minha intuição disse que era a mãe, mas poderia ser uma prima mais velha. Procurando pelas duas juntas, achei uma página de obituários de Canberra. "Beltrano, falecido na data tal, deixa a esposa Siclana e a filha Fulana. Para informações sobre o funeral, favor contatar Fulana no celular xxx". Bingo - agora tenho um telefone direto.
Liguei para o número do anúncio. Ninguém atendeu. Esperei mais alguns minutos e liguei de novo. Ninguém atendeu, mas deixei uma mensagem. "Fulana, aqui é a Pá. Você perdeu sua carteira? Eu encontrei uma com seu nome na ciclovia. Me liga". E aí só me restava esperar.
Cerca de uma hora depois, toca o meu telefone.
- Oi, aqui é a Fulana. Estou retornando as chamadas perdidas pro meu número.
- Oi Fulana, eu acho que encontrei sua carteira. Você perdeu uma?
- Minha carteira? Não, ela está aqui na bolsa... Ah, meu deus, não, péra. Ok, pode ser que eu tenha perdido, não está aqui.
- Como é a sua carteira?
- É verde, com desenhos de plantas. Dentro tem os meus documentos, minha carteira de motorista tem o número xxxxx.
- Sim, é a sua mesmo. Eu estou aqui na universidade, não muito longe. Como é melhor pra entregar pra você?
- Hoje está um dia muito maluco aqui, e foi por causa da correria que devo ter deixado a carteira cair. Tem como você cuidar dela até amanhã, e eu pego com você no campus?br>
- Claro, vai ser um prazer! Aliás, você não joga golfe, joga?
- Não, por quê?
- Não, nada não. Vejo você amanhã!
Combinamos um almoço no dia seguinte, com hora e local. Liguei pro Clinton pra avisar que tinha achado a Fulana. Ficamos super contentes. Botei a carteira e o livro num saquinho plástico e guardei. Mistério resolvido.
Mas aí eu pensei nos tacos de golfe no canal. Uma pesquisa rápida me disse que um taco custa uns $100 dólares, nos níveis iniciantes ou médios. Tinha uns dez na sacola, e eu não sei de que nível eram. Nas redes sociais, e nas notícias locais, não tinha nenhuma história de roubo de tacos de golfe ou coisa parecida. Mas eu tinha de fazer alguma coisa.
No fim da tarde, o Clinton foi me pegar no trabalho. Falei pra ele dos tacos, e que queria levar eles pra delegacia, fazer um registro de achados e perdidos. Ele fez uma cara borocoxô (motivada por fome, já que uma ida à delegacia iria atrasar o jantar pra caramba). Mas era a coisa certa a fazer.
Fomos de carro até perto do canal, e depois a pé até o lugar onde eu tinha deixado a sacola. Ela ainda estava lá. Acho que estava com uns dois tacos a menos, um pouco mais leve, mas eu não lembvava exatamente quantos tinham no começo. Tirei umas fotos e coloquei a mala pesadona no porta-malas.
Na delegacia, a moça na minha frenbte na fila também estava fazendo registro de items achados: um monte de molhos de chaves. Ela tinha participado de um festival no fim de semana e achou todos eles no chão. Na minha vez, o menino polícia (ele era bem novinho) ficou curioso com a minha mala gigante.
- Achei essa mala com tacos de golfe no canal. Achei que talvez o dono possa ter feito registor de perda ou roubo com a polícia.
- No CANAL? Deve ser item roubado e descartado. Vou verificar se a gente tem algum boletim de ocorrência. Mas se você puder colocar nas redes sociais e avisar que o item está aqui na delegacia, ajuda também. Mas não dá detalhes não, deixa o verdadeiro proprietário vir aqui e descrever pra nós o que tem na mala. Taco de golfe é caro e um monte de malandro pode vir aqui tentar se passar por dono.
- Um conjunto desses é caro, né?
- Moça, eu não sou especialista. Mas sim, é muito caro. Ainda mais um conjunto grande desses, com vários tacos.
Segundo calafrio que essa mala me deu hoje, viu? Fiz o registro de achados, guardei uma cópia e deixei a mala lá. Chegando em casa, comemos a janta e coloquei um post na comunidade da Cidade nas redes sociais informando que tinha deixado uma mala de tacos na delegacia.
"Feio é roubar e não poder carregar", diz o ditado. Me dá muita raiva pensar que alguém pode ter simplesmente roubado a mala e depois jogado fora. Eu não entendo nada de golfe, mas estou realmente na torcida que os tacos voltem para o verdadeiro dono.
14.2.25
Chuva, carteira e cadáveres - Parte 1
Todo dia eu vou pro trabalho caminhando, sempre pela mesma rota: a ciclovia, que eu já mencionei aqui no blog várias vezes. É uma caminhada gostosa, que eu vejo as pessoas da vizinhança, vejo os passarinhos, é bem relaxante. Mas essa semana estava chovendo todo dia de manhã. MUITO.
Fiquei observando a chuva da minha janela de casa, e quando vi que aliviou, botei meus tênis impermeáveis, peguei o guarda-chuva e fui. Tava só uma garoinha fraca, e depois parou. Eu e o Clinton fomos conversando boa parte do caminho juntos. de repente, eu apontei pra um amarfanhadinho na nossa frente.
- O que é aquilo ali?
- Um livro?
- Sim, um livro... (eu me abaixei pra pegar o montinho caído do lado da ciclovia). E uma carteira. Cheia de cartões!
Tinha cartão de banco, de ônibus, de identidade, de motorista, de saúde... A moça q perdeu, que vamos chamar de Fulana, não tinha muito dinheiro, mas tinha muitos documentos naquela carteira. Olhamos em volta, e não tinha mais niguém na ciclovia (provavelmente por causa do tempo feio). Ninguém procurando. Será que Fulana deixou essa carteira cair? Ou será que foi roubada? Não tinha nenhum dinheiro dentro, então talvez tivessem roubado, levado o dinheiro e jogado o resto fora. Não sei, mas com certeza ia dar muita dor de cabeça.
Continuamos andando até o fim da quadra, onde sempre tem uma guardinha com uma placa ajudando as crianças a atravessarem a rua perto da escola. Aqui na Austrália chamam essas pessoas de Supervisor de Faixa, ou de "Homens-Pirulito", por causa da placa redonda com cabo comprido.
- Dona Pirulita, passou alguém aqui na rtua procurando por uma carteira? Nós acabamos de achar uma no chão!
- Não, não vi niguém. Será que foi alguém que foi ali pra escola?
Era uma boa hipótese. A carteira tinha um documento de autorização pra trabalhar com menores. Funcionários de escolas geralmente precisam dsesse documento - eu tenho um também. Como estava chegando perto da hora de começar a trabalhar, dividimos esforços. O Clinton foi perguntar na escola e eu continuei meu caminho para a universidade, pra pesquisar na nossa base de dados se ela trabalhava ou estudava lá.
Continuei caminhando e pensando no que ia fazer. Levar pra delegacia? Postar em rede social? Estava minhocando uma idéias quando vi a mala. Estava meio afundada dentro de um dos canais de vazão de chuva que eu cruzo pra chegar no trabalhyo. Da cabeceira da ponte eu vi aquela mala comprida, de couro, preta e vermelha, dentro do canal.
Meu sangue gelou. O comprimento da mala era tipo a minha altura. Fina e comprida. Parecia estar bem pesada, mas ainda bem nova. Olhei pros meus tênis impermeáveis e decidi q era hora de testar. Desci pelo lado do canal, agarrei uma das alças e puxei. Um peso danado. "Jesus amado, é hoje o dia que eu acho um cadáver no rio?", eu pensei. E logo em seguida, um pensamento ainda pior: "será que é o cadáver da fulana?"
Consegui puxar a mala pra fora da água. Sem brincadeira, parecia pesar uns 50kg - mas assim q saiu da água e um pouco do líquido escorreu, eu percebi q não era tanto, e o movimento era rígido demais pra ter algo orgânico dentro. Coloquei no chão, do lado da ponte, e abriu o zíper de cima.
Tacos de golfe. Uns 10 tacos de golfe. Com certeza não era o que eu esperava - mas nem eu sei o que eu esperava.
Aquilo não caiu no canal por acidente. E ninguém ia perder aquela sacola sem notar. pra mim, a única coisa q fazia sentido era que alguém tinha roubado aquela mala, não conseguiu carregar por causa de peso e jogou no rio. A chuvarada dos dias anteriores fez a mala descer pelo canal. Era peso demais pra eu levar até o trabalho, e eu já tinha um mistério pra resolver. Meio a contragosto, deixei a mala fora d'água, do lado da ciclovia, e segui meu caminho. A prioridade era devolver a carteira da Fulana.
Ah, sim. Os tênis impermeáveis funcionaram. Cheguei no trabalho com os pés sequinhos, mesmo com toda essa aventura.
10.2.25
Filmes de 2024
1) Macbeth
2) Napoleão
3) Oculpado
4) Paprika
5) Ferrari
6) Anatomia de uma Queda
7) Decisão de partir
8) Oppenheimmer
9) O Próximo Gol Leva
10) Suzume
11) Wish: o Poder dos Desejos
12) Wonka
13) Duna - Parte 2
14) O Leonardo Perdido
15) The Way My Way
16) Tick Tick Boom
17) Furiosa: saga Mad Max
18) Conclave
19) A Substância
20) Tartarugas até lá embaixo
21) Dungeons & Dragons: Honra entre Ladrões
Em minha humilde opinião, o melhor do ano foi O próximno Gol Leva, do diretor neo-zeolandês Taika Waititi. Ele é hilário, e esse filme, sobre futebol, é divertido e fofo ao mesmo tempo. Sim, eu vi alguns dos prováveis Oscars, como Conclave (sensacional) e A Substância (esquisitíssimo), mas o time da Samoa Americana foi campeão na minha lista.
Conclave provavelmente vai ganhar algum prêmio grande, é um drama bonito, trata de assuntos delicados sem pesar a mão e tem diálogos muito bons. No outro lado da balança, as maiores decepções foram Napoleão (arrastado demais, apesar de visualmente lindo) e Furiosa - chatão, roteiro fraquíssimo, nada se salva nesse.
6.2.25
Livros de 2024
Segue a lista:
1) O Castelo de Otranto, de Horace Walpole
2) Contágio Criminoso, de Patricia Cornwell
3) A Aluna (The Scholar), de Dervla McTiernan
4) Wake, de Shelley Burr
5) Quem Matou Roger Ackroyd?, de Pierre Bayard
6) Ripper, de Shelley Burr
7) Lidando com Pessoas Tóxicas, de David Gillespie
8) Predador, de Patricia Cornwell
9) O que houve com a Nina?, de Dervla McTiernan
10) A Sutil arte de Ligar o F*da-se, de Mark Manson
11) Tintim na América, de Hergé
12) A Casa na Árvore de 26 Andares, de Andy Griffiths e Terry Denton
13) Scrublands, de Chris Hammer
14) Criança de Lugar Nenhum, de Christian White
15) O Painel de Flandres, de Arturo Pérez-Reverte.
O melhor do ano foi "Wake", uma história de cold case que se passa na Austrália, escrita por uma autora de Canberra. Muito bom, li praticamente de uma sentada. O mais diferente foi "Quem Matou Roger Acroyd", que apesar do nome, não é o clássico. É uma tese acadêmica, com referências, de um autor francês que sugere um culpado diferente para o livro. Eu conheço o original praticamente de trás pra frente, já li várias vezes, e achei que o autor construiu um caso muito interessante. O final não seria tão impactante, mas ainda faria sentido.
Não li nenhum livro ruim nesse ano que passou, e espero que continue assim em 2025 - já tenho outros livros engatilhados. Os próximos serão provavelmente da coleção da Casa na Árvore, que prometi pra uma amiga que ia doar para a feira da Lifeline. Mas posso ler antes, né?
28.4.24
Como será que era Adelaide?
Há uns 20 anos, eu fui a Interlagos e assisti a uma corrida lá, na época que Schumacher ainda era o grande campeão. Eu lembro que choveu, mas admito que lembro pouquíssima coisa da corrida e que minha impressão foi que era muito mais legal ver de casa, porque no autódromo não dava pra ver muita coisa. E isso mesmo eu estando em uma arquibancada coberta. Tipo, foi divertido, mas não a ponto de eu pensar em ir de novo.
Desde então, eu vim aqui pra Austrália e eu e o Clinton assistimos às corridas juntos. Ele nunca tinha ido, então resolvemos que talvez valesse a pena ir a Melbourne pra ele ter a experiência. Uns anos atrás, compramos o ingressos, viajamos pra lá e... Isso foi em fevereiro de 2020. Cancelaream a corrida no dia e demos com a cara no portão. Nunca é ruim passar o fim de semana em Melbourne, mas eu não quero nem imaginar o perrengue pra quem tinha vindo do exterior.
Acelera pra esse ano, resolvemos tentar de novo. Foi uma briga pra achar um lugar pra nos hospedarmos que não custasse os dois rins, os preços estavam horríveis. Mas achamos um cantinho, e compramos nossos ingressos (Park Pass, que apesar do nome chique, significa que a gente ia sentar na grama). Chegamos lá no sábado, quando teve a corrida de F2 e o Qualify de F1. O qualify foi quase impossível de ver, porque os carros são rápidos demais. Você sente e ouve que ele passou, mas em geral nem dá pra saber que carro foi. A corrida de F2 foi bem mais legal, porque os carros são mais lentinhos... No domingo, vimos a corrida mesmo. Achamos um morrinho na grama, nos instalamos ali e assistimos. Foi super gostoso, a torcida gritando quando o carro do Max quebrou, e no finzinho quando o Russel virou bem na nossa frente. Tinha um sistema de som bom e um narrador que pelo menos ajudava a entender que carro tinha acabado de fazer "fiuuuummm" na nossa frente.
O que mais me chamou a atenção, porém, foi a estrutura do autódromo. Não era só arquibancada e grama. Tinha show de música, duas praças de alimentação, vários telões, um parquinho pra criança, uma exposição de carros antigos e lugares pra encher garrafinha dágua e passar protetor solar (Anthelios da La Roche Posey, chiiiiique). Assim como Interlagos, não foi exatamente fácil ver a corrida. Mas o ambiente estava to gostoso, um monte de famílias, uma estrutura legal, que deu vontade de ir de novo. Talvez só para o domingo, mas ainda assim, de estar lá no meio daquela festa.
Vamos ver como fica nosso calendário para os próximos anos. Eu achei que nunca mais iria ao autódromo, que já tinha ido e estava bom. Acho que me enganei - deu uma baita curiosidade de saber como são outras corridas.
3.2.24
Ainda não foi bem como eu gostaria
"Nossa, mas como assim?", você pode perguntar. É que o filme é bem realista na parte das corridas. E nos primórdios da Fórmula 1, morria muita gente, porque não tinha segurança nenhuma. Mostram isso no filme, e uma cena de acidente em especial é bem horrível. Mas apesar disso, é um bom filme.
A atuação do Adam Driver no papel do Enzo Ferrari é excelente. A Penélope Cruz pesou um pouco a mão no papel da esposa, mas talvez a personagem fosse assim mesmo na vida real. E ela com certeza tem os melhores diálogos do filme.
Então, numa comparação direta, Ferrari é bem melhor que Napoleão como filme-biografia. Mas ainda não deu aquela sensação de sair do cinema pensando "nossa, que filmão!".
23.1.24
Affe, que decepção
Ai, que decepção.
O filme não é ruim. Os atores são bons, os cenários são bons... Mas o filme mostra romance e batalhas sem engrenar direito em nenhuma das narrativas. Não é romance, nem filme de guerra. E depois de duas horas e meia, dá uma canseira de ver aqueles conflitos todos, saber como vai terminar, bla, blá, blá.
No fim das contas, o filme do Missão Impossível foi muito mais divertido. E Barbie também. Oppenheimer eu não vi, então não posso opinar.
O jeito é voltar ao cinema pra assistir ao "Ferrari" e ver se dessa vez sai uma biografia boa.
8.1.24
Livros de 2023
1) Peggy, de Anna Walker
2) As Confissões de Arsène Lupin, de Maurice Leblanc
3) A Muralha, de Dinah Silveira de Queiroz
4) Revoluções Francesas, de Tim Moore
5) Os Dentes do Tigre, de Maurice Leblanc
6) As Oito Badaladas do Relógio, de Maurice Leblanc
7) O Detetive de Arte, de Philip Mould
8) O Triângulo de Ouro, de Maurice Leblanc
9) O Ursinho Pooh, de A.A. Milne
10) Marília de Dirceu, de Tomás Antonio Gonzaga
11) Escape Room, de Megan Goldin
12) A Ilha do Dr. Moreau, de H.G. Wells
13) Passagem para a Índia, de E. M. Forster
14) O Clube do Crime das Quinta-Feiras, de Richard Osman
15) A Noite das Bruxas, de Agatha Christie
16) Before You Knew my Name, de Jaqueline Bublitz
17) Romeu e Julieta, de William Shakespeare
18) The Rúin, de Dervla McTiernan
19) Uma Casa de Bonecas, de Henrik Ibsen
20) O Alquimista, de Paulo Coelho
21) A Dama da Barca, de W.W. Jacobs
22) Contos de Andersen, de Hans Christian Andersen
23) Spanish Steps (Viajando com meu Burro), de Tim Moore
O piorzinho foi sem dúvida "Escape Room", porque conta uma história sem pé nem cabeça de uma pessoa se vingando de outras trancando elas num elevador e chamando de Escape room. Aí, pra quem gosta do hobby, realmente foi de trincar os grugumilhos.
Os vários livros do Arsene Lupin foram divertidos, mas o melhor foi O detetive de Arte, que é um livro contando como o galerista Philip Mould (do programa Feira de Antiguidades) encontrou algumas obras de arte valiosas ao redor do mundo. Não é nada profundo, mas mistura arte com história e investigação. Bem gostoso de ler.