28.3.21

Todo ano, depois das férias

Acontece todo ano. Eu volto de férias e PUFT, minha garganta vai pro espaço, eu fico toda ranhenta e acabada. Acho q o corpo relaxa de tudo e qqr virose toma conta.

Na atual conjuntura, nariz escorrendo, dor de garganta e tosse é motivo pra correr pro posto de saúde e fazer teste, né? Então, ganha um xarope sabor laranja quem adivinhar quem passou o sábado à noite na fila do posto, esperando pra colocar o cotonetão no nariz!

Como esperado, não era Covid (o resultado saiu em 15h). É só minha velha conhecida garganta inflamada. Apesar de ser um saco, foi com certeza o melhor resultado possível.

25.3.21

Cadê o menino Russel?

Gente, eu amo a série Dirigir pra Viver do Netflix. As temporadas 1 e 2 foram perfeitas. Aí assisti à temporada 3 essa semana e... que coisa mais furada.

Se você não viu as corridas e só assitir os episódios da série, vai se divertir. Mas pra quem viu as corridas todas, foi totalmente absurdo eles não terem dedicado nem um segundo às histórias mais marcantes do ano:

- HULKENBACK. Como assim, o cara vem do NADA por três vezes ao longo do ano, no último minuto pra substituir corredores com Covid, marca pontos e ninguém fala nele?
- A despedida da família Williams. Um dos mais tradicionais times da F1 é vendido, todo mundo chora pela saída da Claire Williamse... nem tchuns.
- Menino Russel arrasando na Mercedes. Ele quase ganha a corrida e ninguém fala da loucura que foi o Russel substituir o Hamilton. Necas.

Isso sem falar de outras histórias que totalmente valeriam a pena, como as escuderias fazendo respiradores ou a Honda largando a Red Bull.

Foi divertido. Ainda vale a pena assistir, e o episódio do Grosjean e do Perez é lindo. Mas essa temporada é muito, muito fraquinha em termos de mostrar o que foi a F1 em 2020.

14.3.21

A saga do banheiro - parte 3

Filmes famosos e milionários têm trilogias, né? Pois eu não sou famosa nem milionária, então a Saga do Banheiro ainda vai se arrastar além de três partes.
Começaram a colocar os azulejos (finalmente). Agora tenho o chão e uma parede pequena no canto, além de um furdunço sem tamanho no meio por causa dos equipamentos. Mas tudo bem, tá avançando.

Não vai ficar pronto antes das férias, o que é uma pena. Mas sei lá, dar uma pausa nessa loucura e ter um banheiro pra ir toda noite, mesmo que de hotel, vai dar realmente uma sensação de férias!

(Dessa vez não tem foto porque a zona é tanta dentro do banheiro que mal se vê qualquer coisa lá dentro.)

11.3.21

A saga do banheiro - parte 2

Os canos foram instalados! Porém agora que começou a parte de impermeabilização, tiveram de tirar a porcelana do bacio e, na sinceridade, isso torna a vida bem mais difícil.

A gente tem se virado porque uma vizinha deixa a gente usar a casa dela, e além disso, volta e meia vamos comer fora em lugares com banheiro. Mas é bem chato. São no total quatro camas de impermeabilização (duas embaixo e duas em cima do cimento), então vai um booommm tempo só nesse processo chato.

Nesse meio tempo, estourou uma adutora perto de casa e os vizinhos acharam que a culpa da água barrenta era nossa. Custou pra explicar q focinho de porco não é tomada, mas acabamos todos nos entendendo.

Próximo passo são os azulejos. Enquanto isso, as peças novas (pia, chuveiro) estão todos amontoados no meu escritório. Meu home office temmais coisa de banheiro do que o próprio banheiro, tomara que isso não demore a mudar!

23.2.21

A saga do banheiro - Parte 1

O prédio onde eu moro é bem velhinho. Uns tempos atrás a torneira começou a pingar, e eu troquei. Aí uns azulejos caíram da parede. Colei de volta. O chão do box, que é branco começou a manchar, e nem kiboa dá conta. Aí a privada começou a manchar também, e a caixa começou a vazar. Passei a fechar o registro de noite, mas o registro é velhíssimo e também estava vazando.

Foi nessa hora (Dezembro de 2020) que resolvemos botar tudo abaixo e reformar o banheiro. Foi um processo de muitas descobertas:
1) Meu deus, como é caro. Tipo, mito, MUITO caro.
2) Metade dos pedreiros/encanadores de Camberra não atende em apartamento.
3) Dos que atendem, 70% mandaram orçamentos como se eu fosse Bill Gates. Ou disseram que só teriam disponibilidade depois de abril.

Depois de muita pesquisa, achamos um que não cobrava os dois rins (apenas um) e podia começar agora em fevereiro. A obra começou na quinta passada com a remoção de amianto, seguida por uma sessão de demolição na segunda.

Obviamente o processo incluiu muitas reclamações dos vizinhos por causa do barulho. Também reclamaram que tinha "muitas picapes no estacionamento". Gente, e por acaso eles acham que EU gosto do barulho? Se fosse possível demolir um banheiro em silêncio, claro que eu teria escolhido essa opção. Ainda mais trabalhando de casa e tentando escrever com esse BAM-BAM-BAM de fundo!

Essa foto é como o banheiro ficou depois do dia 2. Eles conseguiram salvar a porcelana da privada durante a demolição, então teos uma "latrina" que funciona com balde por mais um ou dois dias. Chuveiro foi embora. Pia, agora só a da cozinha. E o elemento que causou mais discórdia - a caixinha do Spitfire foi pra cozinha e ele tá fulo.

Os próximos passos são canos, teto e paredes. Depois vêm o chão e os azulejos. Nos desejem boa sorte, essas próximas semanas vão parecer looongas!:D

1.2.21

Filmes de 2020

2020 foi um ano atípico, mas cimentou a tenddência de que assito a filmes mais em avião do que em outros lugares - metade da lista foi assistida durante a viagem da Coreia.

1 - Parasita
2 - Joker
3 - Dois Papas
4 - Klaus
5 - Sunset Boulevard
6 - Partidas
7 - Sociedade dos Poetas Mortos
8 - UglyDolls
9 - Angry Birds 2
10 - Meu Eterno Talvez
11 - Diana em Suas Próprias Palavras
12 - A História de Diana
13 - A Casa Torta
14 - O Golem de Limehouse
15 - Knives Out

Knives Out foi meu favorito. Sim, parasita é ótimo, mas Knives Out é Agatha Christie com turbo e eu AMO um bom mistério de cenário fechado! :D Além disso, foi sensacional ver James Bond fazendo papel de americano e Capitão América fazendo papel de riquinho seboso.

Os filmes da Diana eu vi mais ou menos na mesma época que assisti à nova temporada de The Crown. Engraçado como algo tão fresco na memória já faz parte dos livros de História. O Prícipe William já é mais velho do que ela era quando morreu, isso é muito maluco. Tanto The Crown quanto os filmes são de trincar os grugumilhos, mas são bons.

Em 2020 também reassisti a "Sociedade dos Poetas Mortos". Achei mais lento desta vez, afinal cinema e séries estão com um ritmo cada vez mais acelerado e o referencial muda. Mas continua lindo. O diretor, Peter Weir, é australiano e também famoso por "O Show de Truman". Só filme cabeçudo! Aliás, comecei 2021 assistindo a um dos primeiros filmes dele, "Piquenique na Montanha Misteriosa", cuja história merece um post à parte. Encomendei o livro, assim que terminar posto alguma coisa.

29.1.21

Livros de 2020

Ai, gente, que vergonha. O ano que mais passei tempo em casa foi provavelmente o que li menos desde que aprendi a ler.

1 - Orgulho e Preconceito, de Jane Austin
2 - Mil Salas de Sonho e Medo, de Atiq Rahimi
3 - Point Blanc, de Anthony Horowitz
4 - Chave Mestra, de Anthony Horowitz
5 - O pedido da Governanta, de Michelle Desbordes

Convenhamos que ler um livro chamado "Mil Salas de Sonho e Medo" também não foi a decisão mais esperta durante um ano de pandemia e lockdown, mas buenas... Orgulho e Preconceito foi o melhor do ano, e como li em inglês, saquei muito do porquê o livro é tão amado. Na real, ele é bem engraçado, com os momentos cômicos se desenrolando de maneira bem sutil! Qualquer dia tenho de terminar de ler em português, pra ver se as traduções mantiveram esse ar.

Os livros do Horowitz também são divertidinhos, parte da série Alex Rider (agente secreto adolescente). Totalmente na vibe Harry Potter, Artemis Fowl e companhia. Recomendo, não só pra criançca, mas também pra quem curte ação levinha com tensão bemmmmm suave.

Como em anos anteriores, tenho um caminhão de livros começados e não terminados, vamos ver se engreno com um pouco mais de empenho este ano. Admito que publicar essa listinha fuéin realmente foi o que eu precisava pra focar de novo na leitura.

19.1.21

Acabou o Papel Higiênico

Como primeiro post de 2021, venho anunciar que finalmente acabaram os rolos de papel higiênico comprados quando entrei em quarentena voltando da Coreia do Sul. Isso foi em fevereiro do ano passado (2020). A montanha de papel higiênicou durou incríveis 11 meses!

7.12.20

Eu ainda amo Fórmula 1

Sempre gostei de corridas de Fórmula 1. No começo, era aquele passatempo com meus pais, de subir na cama deles nos domingos de manhã para assistir Ayrton Senna e Nelson Piquet correndo. Sempre fui fã do Senna, eu era muito pequena pra ter assistido às vitórias do Piquet.

Obviamente, teve aquela pausa depois de 1994, como pra qualquer brasileiro fã de F1. Mas aí veio a Era Schumacher, e assistir era de novo muito bom. Tive a oportunidade de ver uma corrida em Interlagos que ele participou, como jornalista. Vi Rubinho arrasando na Granja Vianna, literalmente esbarrei no Montoya, vi Rosberg dançando em cima de uma mesa. Anos depois, estava a cargo de publicar as notícias dos GPs quando o "boy magia da F1" Jenson Button foi campeão - para felicidade das repórteres da madrugada e da manhã.

Quando me mudei pra Austrália, assistir F1 ficou mais complicado, com as corridas todas de noite. Mas ainda via de vez em quando. Mas tinha Mark Webber, herói local. E Daniel Ricciardo, do outro lado do país. Ano passado, deidi que assistiria uma corrida no circuito de novo. Guardei uns dindins e comprei ingressos para o Grande Prêmio de Melbourne, que seria em Março. Abertura do campeonato.

Aqueles que acompanham um mínimo de fórmula 1 sabem que dei com a cara na porta. O GP foi cancelado 24h antes de começar por causa de Covid. Eu já estava em Melbourne, com tickets na mão. Voltamos pra casa sem GP. Nem tudo foi perda - ressarciram o ingresso e fui fazer uma escape room com amigos.

Pode ser um hobby meio besta, mas a corrida na noite passada (GP de Sahkir) foi o exemplo perfeito de por que eu gosto de F1. Teve drama, teve técnica, teve sorte (e muito azar). A cada volta saía um "ai, meu deus" e um "woooowww". Fiquei triste pelo menino Russel. Fiquei feliz pelo moço Perez.

Se tivermos uma vacina, ano que ve vou tentar voltar ao circuito. É um circo, é caro, nem sempre é justo. Mas faz o coraçãozinho acelerar, e são esses momentos ue a gente guarda.

9.3.20

Miojo coreano chique

Uma das cenas que muita gente comenta no filme "Parasita" (que ganhou o Oscar esse ano) é aquela em que a mãe pede pra governanta fazer um "Jappaguri". Fora o fato de que o mundo tá caindo quando a cena acontece, o tal do macarrão é mais uma metáfora do filme pra mostrar a diferença entre classes. A base do prato é um macarrão coreano de pacotinho, mas famílias mais abastadas colocam carne de primeira picadinha na mistura - ou seja, até no miojão os ricos estão melhor que os pobres.

Depois de ter provado o tal do prato no hotel em que fiquei, lá a Coreia do Sul, resolvi tentar fazer em casa. E deu certo! Os ingredientes são:

- 1 pacote de Jappaghetti (sabor original, é um miojo coreano de embalagem verde)
- 1 pacote de Neoguri ('Spicy', embalagem vermelha)
- 1 bife cortado em cubinhos médios (qualquer carne magra serve. No filme ela usa algo mais caro que Mignon ou Wagyu, mas não tem necessidade)
- Manteiga, azeite de oliva

Como preparar:

- Ferve o panelão de água e coloca o Jappaghetti e o Neoguri pra cozinhar. por isso que chama "Jappaguri", é a mistura dos dois macarrões.
- Coloca o pacotinho de tempero Jappaghetti Flakes na água. Também acrescenta meio pacote do Flakes Neoguri (se colocar o pacote todo, fica com gosto de peixe). Deixa cozinhar por uns 5 minutos.
- Enquanto isso, coloca um fio de azeite na frigideira e sapeca os cubinhos. Põe uma colher de manteiga e cobre com tampa.
- Escorra os macarrões, mas separe uma xícara dá água da fervura.
- Põe o macarrão de volta na panela, coloca o saquinho de tempero Jappaghetti "Black bean" e metade (ou 1/4) do Neoguri "Spicy".
- Acrescenta os cubinhos de carne, com o caldinho que ficou da fritura na manteira. Mexe bem pra misturar tudo.
- No fogo bem beixinho, acrescenta aos poucos a água de fervura, só pra fazer um molho bem grosso.

O resultado final é um miojão com molho bem grosso, bem no estilo oriental mesmo. O molho do Neoguri é SUPER MEGA apimentado pra padrões brasileiros, por isso recomendo usar só meio ou um quarto. Ainda assim vai ficar bem potente, mas é gostoso.

No fim, o prato é bem barato e fácil de fazer, e realmente é a carne que afeta o preço (e o sabor) no final. Acabei dando muita risada porque todos os estrangeiros estavam pedindo esse prato no hotel. Todo mundo gostou, é realmente bem saboroso. Só que na real deve ter custado centavos pra equipe do hotel fazer, e nós pagamos preço de hotel pra comer...

Mas poxa, não dava pra não experimentar, né?

9.2.20

Spitfire, essa é de plástico!

Semana passada, eu montei um armarinho de sapatos do Ikea pra colocar no nosso corredor da entrada. Ficou bem bonitinho. Coloquei uma caixinha em cima, pra chaves e miudezas, e um vasinho com umas pedras e dois bonequinhos pra fazer uma graça. Aí coloquei dois espelhinhos e um quadro na parede, os tons combinando e tals, tudo bem bonito.

Quando acabei, vi que faltava um toquezinho de verde perto dos bonequinhos. Pensei em colocar uma plantinha. O problema é que o Pitt tenta roer toda e qualquer planta que a gente traz pra casa. Já dei umas três orquídeas pra minha vizinha, porque o Pitt corre pra tentar comer qqr coisa verde que eu ganhe.

Aí o Ikea teve essa semana uma promoção de plantas artificiais. Acho planta de plástico meio tosco, mas eu queria uma pequenininha, e algo que o Pitt não fosse roer. Fui lá, comprei a plantinha de 1,99 e trouxe pra casa. Coloquei atrás dos bonequinhos e Voilá! Ficou lindo, era bem o que precisava mesmo.

A vida seguiu, fui na feira de livros, voltei pra casa, arrumei o escritório. Foi quando escutei aquele característico barulho de pombo, seguido por um salto. Corri pra sala, e lá estava o Spitfire em cima do armarinho de sapato, onde ele nunca tinha ido antes. Os olhos vidrados na planta de plástico.

"É fake, Pitt. Não dá pra comer." Mas ele nem aí. Deu uma dentada na planta de plástico, e logo percebeu q era falsa. Pensam que ele parou? Que nada! Não engoliu, mas saiu mastigando os galhinhos sei lá por quê, só pra fazer cosquinha na gengiva.

Chispei ele dali. Minha planta fake ainda tá lá, mas o plano de ser à prova de gatos falhou.

Gatos sempre vencem.

21.1.20

Filmes de 2019

Como trabalhei loucamente em 2019, não deu pra renovar a carteirinha do clube de cinema e a número de filmes assistidos caiu um pouco. Mas deu pra ver umas coisas legais, e algumas viagens longas de avião forneceram bem-vindas horas de assistência cinéfila. Segue a lista:

1 - Chumbo Grosso
2 - Legítimo Rei
3 - Bohemian Rhapsody
4 - Duas Rainhas
5 - A Outra
6 - Aquaman
7 - Captain Marvel
8 - Alita Battle Angel
9 - Dumbo (Tim Burton)
10 - Homem Aranha: no Multiverso
11- Yesterday
12 - Tolkien
13 - Detetive Pikachu
14 - Shazam
15 - Ready or Not - O Ritual
16 - A Favorita

Que fique registrado q eu levei 3 viagens de avião pra assistir Aquaman inteiro. Ô, filme comprido e complicado! Não é ruim, mas tem uns 3 filmes dentro de um só.
Dumbo, do Tim Burton, foi uma boa surpresa. Não tenho me empolgado pra ver os remakes da Disney, mas esse é um tanto diferente do original e muito bonito.
E poxa, assisti uma penca de filmes de rainhas e nenhum deles eu diria que é maravilhoso. 'Duas Rainhas' é meio chato, e 'A favorita' eu achei sem final. Boas atrizes, mas esperava mais sabendo que a Olivia Colman levou o Oscar por esse filme. 'A Outra' é legal, mas não chega nem perto do livro da Philippa Gregory.
Os melhores do ano vão pra "Alita" no quesito ação, "Homem Aranha no Multiverso" pra roteiro e "Yesterday" no geral. Nenhum dos filmes desse ano foi no nível "noooosssaaa, marcou minha vida", mas nenhum foi ruim (ok, talvez o 'Ready or not"), então o saldo é bem positivo.

10.1.20

Livros de 2019

Em 2019, deu pra er mais de um livro por mês, o que é ótimo. E descobri uma autora australiana joia, chamada Jane Harper. Se tiverem a oportunidade de ler os livros dela (o melhor é o primeiro), leiam!

1 - Peter Pan, de J.M. Barrie
2 - Dark Tracks, de Philippa Gregory
3 - A Mão e a Luva, de Machado de Assis
4 - O Segredo do Anel, de Kathleen McGowan
5 - Royal Ranger 2 - O Clã das Raposas Vermelhas, de John Flanagan
6 - O Mistério dos Três Quartos, de Sophie Hannah
7 - Contos Fluminenses, de Machado de Assis
8 - O Jardim secreto, de Frances Burnett
9 - Royal Ranger 3 - O Duelo em Araluen, de John Flanagan
10 - A Seca, de Jane Harper
11 - Papel de Parede Amarelo, de Charlotte Perkins Gilman
12 - Força da Natureza, de Jane Harper
13 - O Caso da Vela Torcida, de Edgar Wallace
14 - Perdido, de Jane Harper

Acho que o melhor do ano foi A Seca. Uma história de detetive acontecendo numa área seca da Austrália - co o que está acontecendo no momento por aqui, dá pra imaginar direitinho a história. Papel de Parede Amarelo tbm foi muito legal - uma obra em defesa dos direitos das mulheres e saúde mental publicado em uma época em que falar disso era inimaginável. Infelizmente, muito pertinente nos dias de hoje também.
Ler o Arqueirinho sempre é bom, e essa série nova é divertida. Bem mais fraquinha que a original e bastante previsível, mas ainda assim divertida. O Mistério dos Três Quartos foi uma boa surpresa. É o terceiro livro do Poirot escrito pela Sophie Hannah, autorizado pelos herdeiros da Agatha Christie, e finalmente ela acertou a mão. Depois de dois livros bem maisomeninhos, ela escreveu um que realmente lembra o Poirot original.
Fora esses, tem mais uns tres livros começados que serão devidamente terminados em 2020. Passam os anos mas não passa minha mania de ler um monte de coisa ao mesmo tempo. Feliz 2020!

12.3.19

Gosto de boneca

Se alguém te oferecer uma Coca Zero Pêssego, faça um favor pro seu estômago e recuse.

Sou fã de coca zero, gosto muito de pêssego, mas essa Zero Pêssego consegue ter um gosto mais artificial do que o morango do Bactrin. O cheiro é idêntico ao da boneca Pesseguinho (amiga da moranguinho) que eu tinha na década de 80. O gosto arrisco dizer que também, mas nunca mordi minha boneca pra ter certeza.É bem horrível.

Quando lançaram, estavam vendendo 6 latinhas a $8 no mercado. Agora estão vendendo a 2L por $1,60. Veja só.

27.1.19

Filmes de 2018

Em contraste com minha lista de livros, minha lista de filmes de 2018 até que foi bem parrudinha:

1 - Thor: Ragnarok
2 - A Lâmina do Imortal
3 - A Hora Mais Negra
4 - A Forma da Água
5 - Coco
6 - Eu, Tonya
7 - Pantera Negra
8 - Aniquilação
9 - O Touro Ferdinando
10 - Piratas do Caribe: Mortos não Contam Histórias
11 - Deadpool 2
12 - Oito Mulheres e um Segredo
13 - Laerte-se
14 - Saneamento Básico, o Filme
15 - Gonzaga, De Pai para Filho
16 - Initial D
17 - Podres de Ricos
18 - Fullmetal Alchemist
19 - Os Minimalistas
20 - Solo
21 - Jogador Número 1
22 - Os Incríveis 2
23 - Um Lugar Silencioso
24 - Assassinato no Expresso do Oriente
25 - Homem-Formiga e Vespa
26 - Missão Impossível 6: Fallout
27 - Benzinho
28 - Liga da Justiça
29 - Kedi

Sem dúvidas, o que me divertiu mais foi "Jogador Número 1", apesar de todas as diferenças para o livro. É bem sessão da tarde, mas acho que o Spielberg acertou em cheio em criar um filme puramente pra entretenimento, onde os efeitos especiais fazem sentido com a história. Também gostei muito de "Assassinato no Expresso do Oriente", por motivos óbvios de Agatha Christie, então é difícil ser imparcial com esse.

Em relação a filmes bem feitos, "A Forma da Água" é lindo, e entendo bem por que levou o Oscar no ano passado. Teve um problema, porém: a história mais que batida e previsível. Ainda assim, uma história em que o principal é o respeito e o amor por aqueles que são diferentes tem seu lugar nos dia de hoje. "Um Lugar Silencioso" é extremamente bem feito, mas tão agoniante e com cenas tão doloridas que eu hesito em recomendar.

E "Incríveis 2" é, sem dúvidas, o que eu recomendo pra todo mundo. Levinho, divertido e com muitas mensagens importantes. E acessível para crianças de até 120 anos uma boa.

16.1.19

Livros de 2018

Segue a listinha de livros lidos no ano passado. Foi um ano muito corrido, muito puxado, e li infelizmente só um livro por mês (vários deles infantis, curtinhos). Taí uma meta pra melhorar em 2019!

1 - A Última Tudor, de Philippa Gregory
2 - Rulled Britannia, de Harry Turtledove
3 - Objetos Cortantes, de Gillian Flynn
4 - O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna
5 - A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães
5 - Tenda dos Milagres, de Jorge Amado
6 - Dois Passos Adiante, de Graeme Simsion e Anne Buist
7 - O Dedo Mágico, de Roald Dahl
8 - Os Pestes, de Roald Dahl
9 - Weirdo, de Anh Do
10 - Tieta, de Jorge Amado
11 - Budapeste, de Chico Buarque
12 - As Bruxas, de Roald Dahl

O melhor do ano foi, sem dúvida, Tieta. Não é uma leitura das mais fáceis quando não se tem muito conhecimento local, mas a história é ótima, a narrativa é bem feita e os temas ainda são bem atuais. Na minha opinião, é o melhor livro do Jorge Amado.
Outra boa surpresa foi o último do ano, "As Bruxas", de Roald Dahl, o mesmo da Fantástica Fábrica de Chocolate. Me chamou MUITO a atenção porque o livro não tem exatamente um final feliz tradicional, do bem vence o mal e tals. Na verdade, o personagem principal passa por uma situação muito complicada, e simplesmente aprende a viver com isso. Sem estragar o final, vale muito a pena ler e ver como não necessariamente livro de criança tem de ser todo fofinho. Claro que tem idade pra tudo, mas achei a proposta muito boa.

Já comecei a ler novos livros pra 2019, vamos ver o que sai até o fim do ano!

21.12.18

Pra quem pensou que o ano estava acabando...

Chega dezembro e a gente já começa a desacelerar, né?
Relatórios do trabalho terminando, festas de fim de ano, aquela bem-vinda folguinha (pra quem não está de plantão). E aí, quando você acha que tá tudo calminho, o pessoal daquela vaga de emprego que você mandou currículo meeeeses atrás diz que te escolheu e quer que você comece o quanto antes!
Pois é, pipous, lá vai a Pá para mais uma nova fase. Aprendendo coisas novas, com gente nova. Dá dó de deixar pra trás uma equipe que eu gostava (e um banco de horas bem gordinho), mas aprender é sempre bom.
Ou seja, o ano acabou, mas nada de desacelerar. Eeeeita! :D

27.8.18

Fita de vedação, suor e lágrimas

A torneira da cozinha estava toda frouxa. Ela balançava pros lados cada vez que ligava. Foi a gota d'água pra eu ir atrás de uma nova.
Faz tempo que eu tenho raiva dessa torneira. Primeiro, ela era baixinha. Cada vez que precisava lavar algo grande, era um estorvo. Pra colocar a água na chaleira, tinha de encher dez copos, não cabia colocar a chaleira embaixo da torneira. Quando ela ficou frouxa, eu disse "É agora que ela vai embora!".

Aí fui pesquisar torneiras. São caras. Demorou a achar uma que eu queria que fosse mais barata que um voo ida e volta pra Melbourne. Mas aí teve uma promoção da Bunnings e eu achei uma, alta, com ponta de mangueirinha móvel, pelo preço do busão a Sydney.

Já que eu estava na Bunnings (que é tipo uma Millium bombada), perguntei pro vendedor se era difícil trocar uma torneira. "Se os caninhos forem do mesmo tamanho e o furo da pia servir, é bem fácil, moça. Você faz reforma na sua casa?" Nossa, 'reforma' é talvez a coisa que eu mais odeio no mundo. Mas antes que eu entrasse na longa história de como eu tinha um vizinho de cima que ficou 10 anos martelando coisas, disse: "'As vezes. Eu instalei minhas cortinas, e já troquei chuveiros elétricos. Torneira é mais fácil?" "É sim, moça. Vai na fé. Quarenta minutos você resolve o problema".

Quarenta minutos! Fui pra casa radiante, pronta pra trocar a torneira. Encanador é mega caro na Austrália, e uma troca de torneira pode custar - de novo - o preço de uma passagem de avião. Se eu pudesse economizar essa grana... Eu poderia viajar mais! :D Me pareceu uma boa ideia. Cheguei em casa, separei a torneira nova, fita de vedação, alicate e luvas. Mãos à obra!

Foi quando apareceu minha primeira dúvida. Eu não sabia onde ficava o registro do apartamento. Eu nunca precisei fechá-lo antes. Procurei na cozinha, e nada. Olhei no canto do tanque e máquina de lavar, e nada. Deve ser no banheiro. Tem uma portinha no teto que eu nunca abri. Ia ser esquisito subir lá, mas buenas.
Antes de entrar em uma aventura por zonas inesperadas, meu lado esperto resolveu tentar outra tática. Liguei pra minha vizinha, a Bulma (ela não chama Bulma, vou mantê-la anônima, mas juro que o nome dela é um personagem de anime.) "Ô Bulma, vc tá em casa?" "Tô." "Desculpa incomodar, mas você sabe onde fica o registro?" "Embaixo da pia do banheiro, numa portinha". Fui lá, E NÃO É QUE TEM MESMO? Eu acho que eu bloqueei completamente aquela portinha debaixo da minha vista. Mas enfim, abri - e aquilo provavelmente foi aberto pela primeira vez desde a construção do prédio. Depois de passar por um osso de brontossauro e duas múmias astecas, achei o registro atrás de uns paranhos. Que bom que eu tava de luva. Me senti espertona - agora vou trocar a torneira sem fazer molhaceira. Guardem essa frase.

A torneira velha foi fácil de tirar. Já tava toda frouxa mesmo, um pouco de desenrosca e ela logo saiu. Aí prendi os pedaços iniciais da torneira nova, conferi que o diâmetro do buraco tava certo, botei ela ali e... não entrou. TUF TUF TUF (movimento de sobe e desce batendo na pia) - não entrou. Aconteceu que eu medi a largura do cano, que passava perfeitamente pelo buraco. Mas eu não medi a distância entre a torneira e a parede, e a borda decorativa da torneira era protuberante demais, e batia na parede. Dois milímetros, e meu plano começava a ir por água abaixo.

Mas eu queria a torneira nova. Já tinha tirado a velha, já tinha explorado o subterrâneo da portinha. Como eu posso aumentar a distância? VOU SERRAR O BURACO. Se eu aumentasse ele pra frente, a torneira ficava mais pra cá e não batia na parede. E a borda larga taparia qqr parte de buraco q ficasse na parte de trás. Problema: aqui na Austrália, a caixa de ferramentas do Clinton nem se compara com a do meu pai, que tem tudo. Meu pai tem uma lima, eu lembro até o formato. Mas lembrei que o canivete do Clinton tem 412 funções, tem de ter uma lima ali. Tinha. Comecei a limar a pia pra aumentar o buraco.

Eu limei por uma hora. E pensei, pela primeira vez de muitas nessa noite: É por isso que a gente paga encanador.

Uma hora mais tarde, semi-surda e provavelmente odiada pela Bulma e demais vizinhos, eu tinha aumentado o buraco o bastante pra fazer caber a torneira nova. Coloquei a torneira nova, aí tinha de prender por baixo com a rodela de vedação e a mega-porca. Quem me conhece sabe que eu não entrei na fila da altura antes de nascer, e por consequência meus braços não são muito compridos. Segurar a torneira nova no lugar enquanto rosqueava por baixo não foi fácil! Fiz o que dei, e me enfiei embaixo da pia pra rosquear o resto. Era um braço por trás do boiler, outro entre os canos metálicos, o cabelo esfregando no chão e nos azulejos. Aí eu me toquei o quão perigoso era estar tão perto de um boiler. Que um movimento errado e ia sair vapor quente em cima de mim. E é por isso que a gente paga encanador.

A cena de tensão só durou alguns segundos, e nenhum movimento foi errado. Fiz tudo certinho, fixei a torneira, prendi os canos flexíveis com os do fornecimento de água. Ok, eu já estava em uma hora e quarenta minutos, o orgulho meio amassado, mas buenas. Tá andando. Pelas instruções, agora eu precisava desmontar a cabeça móvel da torneira pra testar a vazão de água. Desmontei, abri um pouquinho a torneira - que tava sem água - e fui ao banheiro abrir o registro.

Eu abri o registro. Fez um barulho de água, e de água correndo. Tá funcionando! Saí do banheiro, e a primeira coisa que eu vi foi o Spitfire correndo como um louco na direção do quarto. A segunda coisa que eu vi foi um jato de água atravessando a minha sala na altura dos meus ombros. A terceira foi o meu orgulho caindo no chão, em frangalhos.

A torneira estava funcionando perfeitamente. Mas sem a cabeça, a mangueirinha era leve demais para a vazão de água, e tava rodando, esguichando água pra todo lado, mais giratória que sirene de ambulância. Nos poucos segundos entre o banheiro e a cozinha, eu consegui uma lavação gratuita das paredes. O que seria ok, se a água não fosse das paredes pro chão, carregando a poeiranga toda, e escorrendo por trás da geladeira e carregando todo o pó que devia estar ali embaixo desde o começo do inverno (vai, quantas vezes por ano você varre EMBAIXO da geladeira?). Os panos de limpeza rapidamente se transformaram em uma barricada pra conter a inundação antes de ela atingir a sala em cheio. Minhas meias, meia-calça, ceroula e calça ficaram encharcadas. Eu tive de desmanchar tufos de poeira com a mão pra achar a borrachinha de vedação, que tinha saído voando qdo a torneira virou um girocóptero. Eu tive de segurar o Spitfire, porque é óbvio que ele nunca toma água, mas queria lamber o chão. Eu tive de sentar no chão molhado, cansada, chorando, me sentindo a songa por ter acreditado que ia trocar uma torneira em 40 minutos. Talvez, se o buraco estivese numa posição boa. Talvez, se meus braços fossem mais compridos. Talvez, se minha cozinha não tivesse virado uma piscina olímpica. E aí o telefone começou a tocar, o que não ia melhorar em nada meu tempo de finalização da tarefa. Duas horas e vinte até agora.

Era o Clinton pedindo carona pra casa. Falei que não rolava agora, mas pegava ele depois. E que a história era longa pra explicar - olha o tamanho desse post! Mas fui terminar a torneira. Pelos menos os canos não estavam vazando, iso eu fiz direito. Instalei a cabeça, vazou um pouquinho, tasquei fita de vedação, parou, tá bom. Testei, achei uma peça caída dentro da pia. Olhei no manual de onde veio, desmontei a cabeça, remontei, funcionou. Finalmente eu tinha uma torneira alta, mais alta que a chaleira. Três horas, muita fita de vedação, suor e lágrimas.

E é por isso, meus amigos, que a gente paga encanador.

21.8.18

Utilidade Pública

Já que comentei das eleições, segue aqui um link útil. O TSE tem informações sobre todos os candidatos, clicando na região (ou Brasil) e depois no nome do fulano.
No caso dos candidatos a presidente, qdo vc entra no perfil do candidato, aparece do lado direito uma litinha de arquivos. É ali que você pode ler o plano de governo de cada um. Não dá pra votar sem saber qual o plano da galera, né?

http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/

Tem de tudo. Analisando só os formatos - não as propostas - tem desde a super produzida, o que pediu pro sobrinho designer e o que mandou um arquivo de word sem nem revisar, faltando acento e separando sujeito do verbo. De chorar. Quanto às propostas, tem de tudo também. Votem com consciência.

14.8.18

Pelo menos dois dias de folga

Ou também "Só assim pro meu nome sair no Diário Oficial". Seria um bom nome alternativo para esta postagem.
Finalmente transferi meu título de eleitor. Tava lá em Floripa ainda pq era até comum eu estar pros lados de lá em época de eleição. Mas agora mudei pra cá, e PIMBA. De cara fui chamada pra ser mesária.
Mas eu me amarro nessas coisas, então vai ser um dia divertido. Talvez dois :)