13.6.15

A caminho de Compostela, parte 3 - Uma Noite no Museu

Ponto de partida: León
Distância até Santiago: 305km

Os guias de viagem dizem q a caminhada entre Burgos e León é uma das mais fáceis fisicamente, porém a mais difícil para a mente. Isso porque o terreno é todo plano. Mais de 100km de linha reta por plantações sem fim. Basta andar, mas não há quase ninguém nessa parte da trilha, nenhuma cidade grande, e só campos até onde a vista alcança. Para pessoas que não gostam de solidão, pode ser um desafio e tanto.

Fizemos esse trecho de ônibus, e foi muito estranho pensar que levamos pouco mais de uma hora pra fazer um trecho que se leva quase 4 dias andando. Entramos em León umas 5 e pouco, e fomos direto para nosso hotel, o Hostal de San Marcos.

Há vários séculos, esse prédio era um hostel e hospital de peregrinos do Caminho de Santiago. Depois, tornou-se a sede da Ordem de Ssntiago. O prédio tem sua própria igreja, seu próprio coro, clausura, uma infinidade de pinturas... É como passar a noite em um museu. Jantamos no hotel mesmo. Apesar de ter virado um empreendimento privado, ainda dá desconto para peregrinos. Dormimos que foi uma beleza!

No dia seguinte, fomos (debaixo de chuva) visitar a Catedral de León, que muitos dizem ser a mais bonita da Europa. Se é a mais bonita, não sei, mas é impressionante. Construída em estilo gótico, tem os arcos colocados de maneira que seguram toda a estrutura, e as paredes são todas de vitrais. É muito colorido, e mal dá pra acreditar que um prédio tão alto fique em pé tendo tantas paredes de vidro. Com a tecnologia existente em 1205. É de cair o queixo.

Catedral, por fora e por dentro

Assim como na Catedral de Burgos, alugamos os foninhos de audioguia para saber mais sobre o lugar e pegamos um carimbo pra a credencial. Depois andamos pelo centro da cidade, que é bem moderno, visitamos alguns outros prédios históricos e voltamos para o hotel. Ainda tinha várias salas que não tínhamos visto. Além disso, tínhamos de fazer checkout e também pegar mais um ônibus Alsa para a próxima parada, a cidadezinha não muito conhecida de Ponferrada. E lá vamos nós!

12.6.15

A Caminho de Compostela, parte 2 - Começamos bem

Ponto de partida: Burgos

Distância de Santiago: +-450km

Chegamos em Burgos no meio da tarde, e na rodoviária já aprendemos a usar as máquinas de bilhetes da Alsa, a empresa de ônibus. Compramos a passagem para nossa próxima parada e fomos caminhando na direção do hotel.

O Caminho de Santiago "tradicional" inteiro tem quase 800km de comprimento, começando na borda da França com a Espanha. Em geral, as pessoas levam de 30 a 40 dias para fazê-lo inteiro. Quem andar mais de 100km (uma caminhadinha bááásica) ou pedalar mais de 200km ganha um certificado no final. Como não tínhamos mais de 3 semanas pra tirar de férias, decidimos que íamos visitar algumas cidades importantes do caminho de ônibus, ao longo da região de Castilla y León, depois andaríamos toda a região da Galícia (cerca de 150km). A primeira parada, que se mostrou uma bela escolha, foi Burgos.

Nosso hotel, o Palácio de Burgos, era um antigo monastério. Os quartos eram bem pequenos e estreitos, por serem antigos quartos de padres, mas LINDOS. Meu deus, que coisa maravilhosa. E o banheiro tinha banheira. Foi um hotel meio caro, mas pro cansaço que estávamos, foi uma benção.

Cada um tinha TRÊS travesseiros :D

Saímos para passear pela cidade, que começa no Arco de Santa Maria, após uma ponte bem na frente do hotel. Passando o arco, que é lindo por si só, você chega na catedral, que é o desbunde da belezura.

Entramos, olhamos o lugar por três horas e tivemos de sair meio correndo sem ver tudo pq estavam fechando a igreja. Cada capela, cada detalhe era bonito. Burgos era uma cidade muito rica na Idade Média, então a catedral foi construída com muitos detalhes e capelas para vários santos.

Eu não sou católica, mas não acho que seja necessário ser religioso pra apreciar uma construção como aquela. Além disso, depois q voltei, um conhecido (que tbm não é católico) disse não ver sentido em construir prédios tão grandes e gastar tantos metais preciosos pra agradar a Deus ou a santos. Minha opinião sincera sobre isso é que realmente, não é necessário. Mas a arquitetura é bonita, a pintura e as esculturas são lindas. E se alguém se dedicou a esculpir cada uma daquelas coisinhas lindas na pedra, ou se uma cidade inteira se uniu pra pagar um Rafael ou um El Greco para pintar um mural, com boa intenção, pq isso era importante pra eles, isso tbm não é bonito?

Não vamos entrar aqui nos detalhes de "ah, mas tem casos em que levaram dinheiro das pessoas, enganaram com promessas loucas e blá blá blá". Claro que tem. Mas olhando pra essa cidade como patrimônio histórico, não tem como não se impressionar.

A praça central da cidade, com seus predinhos coloridos.

Fomos jantar num restaurante de Tapas recomendado pela recepcionista do hotel. Tapas são o equivalente dos nossos petiscos ou salgadinhos, e vc paga por unidade ou porçãozinha. Pegamos um mini-sanduíche, um misturadinho de anchova grelhada com algum vegetal e mais uns beliscos, todos esquisitos, mas deliciosos. E ainda estava passando na tv um jogo do Barcelona, o que deixou o lugar muito animado. Andamos mais um pouco pela cidade e só depois fomos dormir. Era umas 21h, mas ainda estava claro.

No dia seguinte, voltamos cedo para terminar de ver a catedral por dentro, e tinha capelas maravilhosas. Também pegamos nosso primeiro selo na Credencial de Peregrino. A credencial é um documento que todos os peregrinos carregam, e tem de carimbar (com data) conforme passam por cidades diferentes, para conseguir provar que caminharam por aqueles lugares. Pegamos as nosss em Florianópolis no ano passado (loja Capitão Malagueta), mas tem lugares em SP e em várias outras cidades que têm também.

Depois da catedral, andamos pela cidade toda, subimos uma ladeira até o mirante, de onde era possível ver a cidade de cima. Tinha também vários ninhos de cegonha! Eu nunca tinha visto uma cegonha de verdade!

Um ninho enooorme!

Fomos almoçar num restaurantezinho simpático chamado Amarillo, onde o menu del dia custava 10 euros. Menu Del Dia é uma seleção de entrada, prato e sobremesa, geralmente com uma bebida. Escolhemos sopa, pasta, paella e bife. Pra beber, eu pedi vinho branco e o Clinton pediu tinto. Nós nunca íamos imaginar q, por quele preço, o almoço viria com GARRAFAS de vinho, não copos. Caímos na risada... Comemos bem, o vinho era bom (mas nunca que íamos beber duas garrafas, nossa =o.O=) e trocamos uma das sobremesas por uma garrafa de água. A comida estava ótima e recomendamos muito! :D

Aí fomos depois do almoço visitar alguns outros lugares, e nos deparamos com um hábito espanhol q tínhamos esquecido: a siesta espanhola. Tudo fechado até as 17h. Então passeamos pela cidade meio fechada (fomos a um monastério real gigantesco, onde princesas e meninas nobres viravam freiras), pegamos nossas coisas no hotel e entramos no ônibus para nossa próxima parada. A capital de Castilla Y Leon, a cidade de León.

9.6.15

A caminho de Compostela, parte 1 - "Você comprou a mais barata, né?"

Vou começar a contar, aos pouquinhos, como foi nossa peregrinação até Compostela. Fazia muito tempo que eu queria fazer essa caminhada. Não sei de onde veio a ideia. Faz muito, muito tempo mesmo, e eu não lembro porque razão eu decidi que queria ir. Uma das lembranças mais antigas que eu tenho é do Paulinho da Maria Marta contando que tinha feito essa caminhada, uma vez que fui na casa deles no Santa Mônica. Eu tinha, no máximo, uns 12 anos, mas acho que era mais nova. Anfã, daí vocês tiram que esse item tá na minha lista de viagem a fazer há DÉCADAS.

Num fórum online que participo sobre o Caminho, dizem que "a caminhada começa quando você decide ir". Bati o martelo no fim do ano passado, qdo vi uma liquidação de passagens para a Espanha pela Emirates. O preço de ida-e-volta pra mim e pro Clinton estava mais barato do que a passagem normal pra uma pessoa. Foi qdo eu decidi "essa chance não posso perder". O Clinton, que não conhecia o Caminho antes de eu comentar, estava empolgadíssimo - ele curte trilha, viagem e História. Era a combinação perfeita: eu tinha férias pra tirar, um parceiro de caminhada, dinheiro guardado e passagens baratas. Mais mole q isso, só sentando num pudim.

O dia de viajar demorou, mas chegou. No meio tempo, treinamos caminhada, compramos equipamento que faltava, fizemos até aula de espanhol. E bora pra rodoviária, pegar busão pro aeroporto de Sydney!

Chegando lá, uma surpresa. A passagem tinha sido muito barata por uma razão. Era Sydney-Madri via Dubai, com escala em BANGCOC. Vocês têm noção do balão que fizemos pra chegar, né? Foram 40 e poucas horas de voo, e eu só pensava no Sandro e na Andrea, discutindo sobre "as passagens mais baratas". Não acabava NUNCA aquele voo. Vi 4 filmes e comi as coisas mais malucas, porque a Emirates adapta o cardápio de acordo com o país. Na saída de Bangcoc, o café da manhã foi macarrãozinho com camarão ao alho. Com café, leite e pãozinho, pra ninguém ter dúvida q era café da manhã.

Outra coisa que diziam muito no fórum era "ser agradecido pelo que o Caminho lhe dá". Quando estávamos saindo de casa, eu comentei com o Clinton que tinha esquecido de comprar um caderninho para fazer as anotações da viagem. Ele disse: "não se preocupa, eu tenho um que posso te dar". Aí ele me deu um caderninho do exército, verde, manchado e velhinho, todo feiosinho, coitado. Eu fiquei desapontada, porque queria anotar essa viagem num caderninho bonito. Mas aí lembrei do 'agradeça o que o caminho lhe dá', e pensei: "antes eu não tinha caderno. Agora eu tenho um, que é feinho, mas que aguenta tranco. Ok, eu devia mesmo estar agradecida". Primeira lição, aprendida.

Quando chegamos em Madri, completamente zuretas e tortos, ficamos bastante surpresos em como foi fácil organizar nossa vida: ganhamos um chip de celular pré-pago de uma operadora que estava fazendo propaganda no aeroporto, ativado na hora. Guardamos uma mala na consigna (depósito), para buscar depois que terminássemos a trilha (ia custar caro, mas era fácil e seguro). E dali mesmo tinha saída de trem para Burgos, que seria nosso primeiro destino. Compramos as passagens e ali mesmo começamos a encontrar peregrinos que, como nós estavam chegando. Um alemão que fazia o Caminho pela segunda vez deu umas dicas de Burgos, e nós demos umas dicas pra um casal de brasileiros de Curitiba que ainda precisava arranjar telefone.

E lá fomos nós, pela estrada linda que vai para o norte da Espanha. Camberra-Sydney-Bangcoc-Dubai-Madri-Burgos, e finalmente nosso caminho começou! :D

8.6.15

De volta e com um caminhão de assunto pra botar em dia! :D

Olha, postando rapidão pra avisar que o blog não morreu. A maioria de vcs sabe q eu tava viajando, e assim que voltei tinha bastante coisa pra resolver. Mas vou colocar tudo em dia e contar as histórias de Compostela, que são muitas.

Só pro post não ser muito irrelevante, uma coisa curiosa: essa semana usei a palavra 'pandorga' no trabalho e riram, dizendo q isso não se diz há séculos.

É sério isso, Arnaldo?

2.5.15

Desafio do livro 17 - escrito por uma mulher

Título: Elizabeth Sumiu, de Emma Healey
Categoria: Escrito por uma mulher
Categorias por tabela: Autor com menos de 30 anos, escolhido pela capa
Índice Pá: 9

Essa categoria pra mim era a mais besta - já li vários livros que se encaixaram nela por tabela, então li um que não apenas foi escrito por uma mulher, mas tem uma no título também.

Esse foi um dos melhores livros que li até agora no desafio. Comprei porque achei a capa simpática, e o texto atrás pareceu interessante. Marge é uma senhorinha muito querida e muito amiga da Elizabeth. Mas a Elizabeth sumiu. E a Marge não lembra quando, ou porquê. Na verdade, el não se lembra de quase nada, porque a memória dela está cada dia pior. Ela não lembra o caminho de casa, esquece que já comprou toneladas de comida em lata e esquece até quem é a própria filha. Mas ela tem certeza que a Elizabeth sumiu e escreve lembretes para si mesma.

O livro é uma mistura de "Amnésia" com "Simplesmente Alice", e a personagem principal faz um esforço incrível para descobrir o que houve com a amiga, mesmo q isso exija entrar 4 vezes na delegacia e ser enxotada pelo mesmo guarda, sem nunca lembrar dele (ou que já visitou o lugar).

Muito bem narrado, você segue com naturalidade os passos da Marge e nota, por tabela, o desespero de quem vive com ela. Ela não lembra que já almoçou, mas lembra da irmã e da casa que morava na infância. E ao longo do livro, você descobre o que o passado tem a ver com o sumiço da Elizabeth. Livro sensacional, nada doce, mas extremamente bem escrito.

A capa que me chamou atenção e quase mudou o livro de categoria

1.5.15

Vergonha alheia internacional

Nossa, teve um episódio hilário que eu esqueci de contar!

Sempre que eu ouço alguém falando português no exterior, acabo dando uma escutada e, dependendo do assunto, dou um alô. Quando estávamos no Camboja, no começo do ano, acabei conversando com brasileiros duas vezes: uma no hotel e uma no templo Bayon.

Pois teve uma terceira vez que eu ouvi brasileiros, mas, anfã, não fui dar oi. Era um casal, mais ou menos da idade dos meus pais, batendo foto na entrada de Angkor Wat. A mulher estava visivelmente emocionada, dizendo "como é lindo, como é lindo!"

Aí eu ia chegar mais perto e me oferecer pra bater foto dos dois, quando ouvi a frase:

- Quando na vida eu ia imaginar que visitaria o Taj Mahal?

Dei meia volta e saí de fininho.

Angkor Wat, Taj Mahal, Maracanã, tudo a mesma coisa :P

27.4.15

Desafio do livro 16 - Que relate memórias

Título: Comer, Rezar, Amar, de Lis Gilbert
Categoria: Que Relate Memórias
Categorias por tabela: Virou filme, Escrito por uma mulher
Índice Pá: 8.5

Ai, que livrinho divertido! Bobinho, de auto-ajuda, mas leve, divertido e bem escrito. Além disso, descreve a Itália, a Índia e Bali de maneiras que pouca gente conhece - e colocando algumas características das pessoas que moram nesses lugares que não se vê em livros de viagem.

A história é a de uma moça que se divorcia e dá uma pausa no trabalho e passa um ano viajando por esses três lugares. O que ela aprende é muito interessante. Quanto você estaria disposto a abrir mão para viver uma experiência nova? E quando se tem uma carreira internacional e dois imóveis em Nova York, você pode estar (ou achar que está) abrindo mão e um bocado de coisas.

Apesar de o livro ter uns 100 capítulos, são todos curtinhos. E todos bem escritos, amarradinhos. Passa por extremos, do di onde ela come a melhor pizza do mundo, cheia de queijo, a uma meditação no meio de uma nuvem de mosquitos. Não sei quanto ali é real e quanto foi embelezado pela ficção, mas o livro é vendido como história real. E se for, é uma bem boa.

26.4.15

Até banho!

Ainda no assunto "lounge de aeroporto', essa semana fiz um bate-e-volta a trabalho pra Perth. Pra terem uma ideia, é tipo ir de Floripa a Manaus. Na volta, após um dia inteiro de trabalho, eu tava agoniada de encarar 5 horas de voo toda chechelenta. Mas lembrei q tinha visto um chuveiro no banheiro do aeroporto, e ia tomar banho estilão rodoviária, me secar com uma camiseta e buenas.

Aí, qdo fiz o checkin, lembrei de perguntar pro moço da companhia aérea se tinha chuveiro no lounge. "Tem sim, você pode usar". Fiquei bem feliz, pq devia ser melhorzinho q o chuveiro no saguão.

Sabe nada, inocente.

Cheguei no lounge, perguntei do chuveiro e a moça mostrou onde era. "Você precisa de shampoo?" "Ah... não, obrigada". Aí ela me deu SÓ uma toalha, um sabonete e uma loção corporal. Entrei no banheiro e era maior q o banheiro da minha casa, com chuveiro a gás, alta pressão e um espelho q cobria parede toda, além de lugar pra colocar as malas e coisas.

Nem precisa dizer que foi uma delícia, né? E qdo terminei e voltei pro salão, ainda perguntaram se eu queria uma sopinha e uma taça de vinho como cortesia da casa.

Dá pra ficar mal-acostumada desse jeito :P~~~~~

17.4.15

Milhagens

Daqui a pouco entro no avião de novo, desta vez, rumo a Gold Coast. E olha, eu sempre achei essas coisas de milhagens meio bobas e nunca tinha visto vntagem, além de de vez em quando pegar desconto em passagens.

Mas eu adoro as milhagens da Virgin airlines. Peguei a carteirinha Gold recentemente, que me dá acesso os lounges dos aeroportos. MANO, Q COISA BOA. Sempre tem um balcão de café e um de comida, então agora eu sempre pego voos q façam escala na hor do almoço, corro pro lounge e vou comer. E como posso levar um convidado comigo, o Clinton também almoça de graça.

Pode não parecer muito, mas economizar dois almoços a cada viagem é uma belezinha! Ainda mais em aeroporto, onde tudo é caro!

Pena q pra continuar sendo Gold tem de fazer XPTOMUITAs viagens por ano... sei lá se o meu vai durar mais de um ano, mas enquanto der, eu vou aproveitar!

14.4.15

Meu primeiro pudim

Sucesso total! Fiz pudim de leite condensado pela primeira vez, ficou delicioso e lisinho! :D

- 1 lata de leite condensado
- mesma medida de leite
- 1 ovo
- Bate tudo, tira a espuminha (pra ficar lisinho) e põe pra assar na lata mesmo, já com caramelo, a 180c por uma hora.
- Deixa esfriar e põe na geladeira. Deixei a noite toda, ficou perfeito ^^
Tá, a base ficou um pouquinho granulada, mas o 'corpo' ficou lisinho! Fácil e gostoso! :D

13.4.15

Desafio do livro 15 - Do Ano do seu Nascimento

Título: Dragão Vermelho, de Thomas Harris
Categoria: Publicado no ano de seu nascimento
Categorias por tabela: Virou filme, Mistério e suspense
Índice Pá: 8

Dragão Vermelho é um thriller lançado em 1981, e é o primeiro livro em que o super-vilão Hannibal Lecter aparece. Nesse, ele faz só uma pontinha e não tem muito a ver com a história, que gira em torno do ex-policial Graham e do assassino "Dentuço".

A história é muito boa, daquelas que deixa você grudado no livro. Perseguição de serial killer, corrida contra o tempo, perfil psicológico. Tem cenas muito, muito nojentas. Quem viu os filmes pode imaginar o que se passa - e quando é no livro, o cérebro sempre dá um jeito de imaginar da maneira mais bizarra possível. Então, não recomendo para leitores sensíveis ou impressionáveis.

O nome da história vem das aquarelas pintadas no início do século passado por William Blake, para ilustrar livros da Bíblia. Elas mostram um monstro chamado de Grande Dragão Vermelho, pelo qual o assassino da história tem fixação. As figuras realmente existem, e estão em museus de Washington e Nova York. Uma que é citada especificamente no livro é a "Grande Dragão Vermelho e a Mulher Vestida de Sol". Uma aquarela bem interessante - a imagem é de um monstro feio, mas não deixa de ser uma figura impressionante.

Difícil falar desse livro sem estragar surpresas, porque ele tem muitas reviravoltas. Mas é muito bom pra quem tem estômago e gosta do gênero.

11.4.15

Mais fotinhos de Cairns

Só pra vcs verem como tava ensolarado, lindo e cheio de natureza naquele lugar:

Um lago no meio da floresta, onde paramos pra nadar.

A paisagem entre a floresta e o litoral. Bem feio.

Como não tenho foto embaixo dágua, vai essa foto dos mergulhadores McFadyen pra vocês terem uma ideia do tamanhinho dos 'belbigões' da barreira de coral.

Fomos a um aviário lindão, dentro de um domo gigante, e conhecemos essa coruja simpática, chamada "Bocão de Sapo". Por que será, né?

E pra fechar, uma cacatua preta. "Oi, sou barulhenta que nem um cacatua branca, mas não tenho penacho. Tenho um rabo colorido, vermelho ou laranja. Que linda eu sou!"

Não tem muitas fotos, mas o passeio é altamente recomendado pra quem gosta de calor! Lembrem-se de levar protetor solar!

10.4.15

Divando na cachoeira

Postei pouco essa semana porque estava muito ocupada com três coisas:

1) Trabalho. Fuuuééén.

2) Tinha muita coisa pra olhar na Barreira de Coral.

É lindo assim mesmo, de cair o queixo. Foto by Kile Taylor

Sabe porque todo mundo que fala da Austrália sempre menciona a barreira de coral? Porque a danada é um arraso mesmo. Peixinhos, arraias, pepinos-do-mar... Algumas pessoas viram tartarugas e tubarões também. O que mais me impressionou foi uma concha, tipo um berbigãzão, que devia ter uns 60cm de largura. Se aquele bicho resolvesse fechar as conchinhas em volta da minha mão, comia até o cotovelo! =o.O=

3) Tava divando na cachoeira :P

Não, não é um biquíni australiano fraldão, é só um shorts pra sentar na pedra sem machucar. (Foto by Matty da Barefoot Tours)

A foto acima foi tirada na cachoeira Mila Mila, nas Floresta de Queensland. O lugar ficou famoso depois que gravaram uma propaganda de xampu, aí desde então todo mundo tira foto lá jogando o cabelão pra trás.

Que fique registrado que durante os três dias que estivemos em Queensland, dormi como um bebezinho. Temperatura de noite na casa dos 28 graus, era só deixar a janela entreaberta entrando a brisinha que tava uma delícia. Que fique registrado também que o Clinton não concorda comigo, achou o calor horroroso pra dormir e ainda tá tentando achar a tal 'brisinha'.

8.4.15

Desafio do livro 14 - Escolhido pela capa

Título: Miniaturista, de Jessie Burton Categoria: Escolhido pela capa Categorias por tabela: Escrito por uma mulher Índice Pá: 8

Esse livro não podia se encaixar em categoria melhor. Estávamos eu e o Clinton no aeroporto, qdo me toquei que tinha umas 6 horas de viagem pela frente e esqueci de trazer um livro. Não sei qto a vocês, mas eu sempre viajo com livro - nem que seja pr ler uma páginas, ficar com sono e capotar no banco do avião ou do ônibus.

Fomos pra livraria e peguei esse simplesmente porque achei a capa bonita. Li atrás, pareceu interessante, não era caro... Pumba, comprei. E por pouco não entrou na categoria "ler em um dia", porque foi metade do livro na ida e metade na volta. Mas afinal, qual a cara do danadinho?

(A foto é do blog Creative Countryside)

A capa é linda, não? É baseada em uma casa de bonecas que realmente existe e está em um museu de Amsterdã.

Há resenhas muito variadas sobre o livro na internet. De maneira geral, achei muito bom. É a história de Petronella, uma garota de 18 anos do interior da Holanda que se muda para Amsterdã, em 1600 e bolinhas, pra se casar com um mercador muito rico. Mas o casamento é muito frio, a irmã do cara é uma bisca e muita gente na cidade é duas-caras. A única coisa mais colorida é uma casa de bonecas que ela ganha do marido. E quando ela escreva pra um miniaturista pra encomendar móveis e bonequinhos, coisas estranhas começam a acontecer.

Li o livro muito rápido. Ele é bem escrito e dá muita curiosidade de saber como a história se desenvolve. Os mistérios e surpresas são vários. Nesse quesito ele é excelente, os detalhes são bonitos, o texto flui bem. O final deixa algumas coisas em aberto, mas não é ruim.

O problema é se você começa a pensar mais a fundo sobre o livro. A Petronella é muito avançada pra época. Ela tem algumas ideias que fazem muito sentido hoje, mas talvez não a uma menina/mulher de 18 anos em 1680. O mesmo acontece com outros personagens. Temas como casamento, preconceitos raciais, emancipação da mulher, questões de gênero, mercado de trabalho... Várias coisas no livro são ideias muito modernas usando uma máscara de antigo. Acho que isso acaba ajudando no sucesso do livro (que está vendendo muito bem em 30 países), porque mostram ideias que hoje quase todos concordamos (ou pelo menos deveríamos) vencendo barreiras na Europa do século XVII. Mas se for analisar friamente, é bem forçado.

Entretanto, pra que analisar friamente? A ideia aqui é fazer uma dissertação sobre plausibilidade na literatura, ou ler por prazer? Eu fico com a segunda opção e dou nota 8 pro livro, que me divertiu por umas 11 horas de avião.

31.3.15

Anjo da guarda não falha!

Eu acredito em anjo da guarda. E na real, o meu é muito bom, porque mantém um círculo muito legal de pessoas e coisas boas ao meu redor.

Ontem saí de casa meio na correria, e qdo cheguei no serviço vi que tinha esquecido minha marmita. O escritório é meio longe, e pra pedir comida na hora do almoço é uma incomodação. Já estava me preparando pra enforcar uma grana na entrega (que é sempre mais cara que a comida), quando um colega aparece na minha port.

-Ei, minha mulher fez um monte de comida brasileira ontem e eu trouxe pra dividir com o pessoal. Quer um pouco?

Obrigada, dona moça, você não tem ideia de como aquela torta de mandioca tava a coisa mais deliciosa do mundo! :D

27.3.15

Restaurando a fé na humanidade

Fui a um Jardim de Infância esta semana pra falar sobre folclore brasileiro. Expliquei quem era o Curupira e a Iara. As crianças gostaram das histórias, especialmente do fato que eles protegem os animais da floresta e dos rios. Falamos um bocado de bichos, e aí uma menininha me perguntou se a Iara tinha uma irmã.

- Não, ela tem irmãos, mas não tem irmã. Por quê?
- Ah, não tem? Então será que o Brasil pode emprestar a Iara pra ela proteger a Barreira de Coral?

Aí dá até um quentinho no coração ouvir uma coisa dessas.

23.3.15

Desafio do livro 13 - Suspense e Mistério

Título: O Chamado do Cuco, de Robert Galbraith (aka J.K.Rowling)
Categoria: Suspense e Mistério
Categorias por tabela: Escrito por uma mulher
Índice Pá: 7

Talvez eu esteja dando só 7 porque estou cansada, e terminei o livro meio no tranco. Ele certamente foi mais divertido que outros que já li, mas não é lá grandes coisas como livro de detetive não. O Chamado do Cuco foi lançado sem muito furdunço um tempo atrás, e depois "descobriram" que na verdade ele foi escrito pela J.K. Rowling, do Harry Potter. Aí o livro desatou a vender loucamente e já ganhou até uma continuação.

Se eu notei que parecia a escrita da Rowling? Nem um pouco. Nesse ponto, parabéns por fazer algo muito diferente de Harry Potter. Mas eu não curti a história - ou, mais exatamente, o desfecho dela. Levou um tempinho pra engrenar, aí tomou um ritmo bom, e BLUFT, o final foi meio atabalhoado com muitas coisas forçadas. Pra alguém que conseguiu dar sentido a sete horcruxes, podia ter feito um trabalhinho um pouco melhor com aquela cena do crime.

Nem falei do q se trata o livro, né? É de um detetive sem uma perna se é contratado pra investigar a morte de uma modelo famosa. Nesse meio tempo ele se separa da namorada e está se adaptando ao trabalho da nova secretária. Os personagens são bastante simpáticos. O último capítulo que estraga tudo.

Comprei o livro baratinho no sebo, e acho que ele vi voltar pra lá logo. Mas com sorte eu consigo trocar pelo novo - não é tão bom, mas não tão ruim que me faça recusar uma história de detetive. Veredicto: leia se cair no colo, se achar baratinho ou se pegar emprestado.

22.3.15

Minutos de sabedoria

E a postagem número 1100 do blog será uma lição pra vida:

"Não tentarás fazer nail art sem antes conferir se tem algodão em casa".

Porque agora preciso comprar algodão E cotonete.

18.3.15

Ok, achei!

Essa gravação da Lea Salonga, apesar da imagem ruim, tá linda! :D

Pra quem não sabe, Lea Salonga dubla Jasmine cantando e Mulan cantando em todos os desenhos e videogames, já fez Miss Saygon e Les Mis. Assim, canta direitinho. =^.^=