31.3.15

Anjo da guarda não falha!

Eu acredito em anjo da guarda. E na real, o meu é muito bom, porque mantém um círculo muito legal de pessoas e coisas boas ao meu redor.

Ontem saí de casa meio na correria, e qdo cheguei no serviço vi que tinha esquecido minha marmita. O escritório é meio longe, e pra pedir comida na hora do almoço é uma incomodação. Já estava me preparando pra enforcar uma grana na entrega (que é sempre mais cara que a comida), quando um colega aparece na minha port.

-Ei, minha mulher fez um monte de comida brasileira ontem e eu trouxe pra dividir com o pessoal. Quer um pouco?

Obrigada, dona moça, você não tem ideia de como aquela torta de mandioca tava a coisa mais deliciosa do mundo! :D

27.3.15

Restaurando a fé na humanidade

Fui a um Jardim de Infância esta semana pra falar sobre folclore brasileiro. Expliquei quem era o Curupira e a Iara. As crianças gostaram das histórias, especialmente do fato que eles protegem os animais da floresta e dos rios. Falamos um bocado de bichos, e aí uma menininha me perguntou se a Iara tinha uma irmã.

- Não, ela tem irmãos, mas não tem irmã. Por quê?
- Ah, não tem? Então será que o Brasil pode emprestar a Iara pra ela proteger a Barreira de Coral?

Aí dá até um quentinho no coração ouvir uma coisa dessas.

23.3.15

Desafio do livro 13 - Suspense e Mistério

Título: O Chamado do Cuco, de Robert Galbraith (aka J.K.Rowling)
Categoria: Suspense e Mistério
Categorias por tabela: Escrito por uma mulher
Índice Pá: 7

Talvez eu esteja dando só 7 porque estou cansada, e terminei o livro meio no tranco. Ele certamente foi mais divertido que outros que já li, mas não é lá grandes coisas como livro de detetive não. O Chamado do Cuco foi lançado sem muito furdunço um tempo atrás, e depois "descobriram" que na verdade ele foi escrito pela J.K. Rowling, do Harry Potter. Aí o livro desatou a vender loucamente e já ganhou até uma continuação.

Se eu notei que parecia a escrita da Rowling? Nem um pouco. Nesse ponto, parabéns por fazer algo muito diferente de Harry Potter. Mas eu não curti a história - ou, mais exatamente, o desfecho dela. Levou um tempinho pra engrenar, aí tomou um ritmo bom, e BLUFT, o final foi meio atabalhoado com muitas coisas forçadas. Pra alguém que conseguiu dar sentido a sete horcruxes, podia ter feito um trabalhinho um pouco melhor com aquela cena do crime.

Nem falei do q se trata o livro, né? É de um detetive sem uma perna se é contratado pra investigar a morte de uma modelo famosa. Nesse meio tempo ele se separa da namorada e está se adaptando ao trabalho da nova secretária. Os personagens são bastante simpáticos. O último capítulo que estraga tudo.

Comprei o livro baratinho no sebo, e acho que ele vi voltar pra lá logo. Mas com sorte eu consigo trocar pelo novo - não é tão bom, mas não tão ruim que me faça recusar uma história de detetive. Veredicto: leia se cair no colo, se achar baratinho ou se pegar emprestado.

22.3.15

Minutos de sabedoria

E a postagem número 1100 do blog será uma lição pra vida:

"Não tentarás fazer nail art sem antes conferir se tem algodão em casa".

Porque agora preciso comprar algodão E cotonete.

18.3.15

Ok, achei!

Essa gravação da Lea Salonga, apesar da imagem ruim, tá linda! :D

Pra quem não sabe, Lea Salonga dubla Jasmine cantando e Mulan cantando em todos os desenhos e videogames, já fez Miss Saygon e Les Mis. Assim, canta direitinho. =^.^=

17.3.15

Qual a melhor versão?

Eu adoraria convencer a professora do coral que "Defying Gravity" é uma música sensacional pra gente cantar. E estou à caça de um bom vídeo no youtube pra mostrar pra ela.

Aí vc se toca que a versão clássica, da Idina Menzel cantando no Tony Awards, é bem cheia de problemas... Parece q ela tá tendo um ataque de asma, tadinha. E ela não chega a várias notas altas. Continua lindo, mas não vai convencer uma maestrina.

Estou na dúvida entre a versão do Glee e a da "Elphaba holandesa", Willemijn Verkaik. Outras sugestões?

15.3.15

Desafio dos livros 12 - Mais vendido no seu mês de aniversário

Título: A Culpa é das Estrelas, de John Green
Categoria: Da lista de mais vendidos no seu mês de aniversário
Categorias por tabela: Nenhuma
Índice Pá: 7.5

Esse livro resolve essa categoria pra qualquer um: acho que ele está há mais de ano nas listas de mais vendidos do mundo todo. Fui ler pra ver do que se tratava, e por pouco ele não caiu na categoria "lido em um dia" também. Muito levinho, agradável e facinho.

A história tem tudo pra ser uma desgraceira: dois adolescentes com câncer q se conhecem num grupo de apoio. Mas o jeito q eles encaram a vida é tão levinho, e eles aproveitam tanto, q a história é bem gostosa.

Vendeu loucamente porque é cheio de frases de efeito, aquelas coisas que soam lindas com um fundo de paisagem numa imagem de Facebook. Mas não é ruim não. Tirados os momentos piegas, as partes em que eles discutem história e literatura são legais, além de eles terem uma visão muito diferente da vida e da relação com os pais.

Bonitinho, daqueles q vale a leitura se cair na sua mão.

14.3.15

Fotos da Tasmânia

A foto do post de uns dias atrás não era nossa não, era de divulgação. As nossas estão mais cinza porque pegamos um tempo feio, mas mesmo assim vimos coisas lindas. Seguem algumas pra vocês terem um gostinho de Cradle Mountain:


São 180km desde o aeroporto até a montanha. Dos quais 60km são de puro Morro da Lagoa - curvas fechadíssimas e inclinadas morro acima e abaixo. É um trampo, mas é bonito.


Nosso hotel era mó bonitinho, a moça q arrumava o quarto dobrava as toalhas em forma de gatinho! (E você percebe que tem ficado muito tempo hospedada em hostels quando entra num hotel e diz: "Uau, tem toalhas!" :D)

A gente viu muitos bichinhos. Diabos da Tasmânia, Wallabies, um Wombatinha bebê dorminhoca chamada Wanda e até um corvo na nossa varanda.


Tinha também o Quoll de Bolinhas, um bichinho super-caçador, que avança no pescoço dos outros. Fofinho assim, nem parece, né?

E também tinha muitas, muitas trilhas no meio do mato. A principal é que faz a volta no lago no pé da montanha, mas tem várias outras. Muitas parecem que você está andando no meio de uma floresta encantada. Lindo, lindo.

E pra você ver como o pessoal se preocupa com os bichinhos, todas as tábuas que tinha aramado (pra evitar de escorregar quando está chovendo ou nevando) tinham todas as pontinhas de arame viradas pra dentro, pra não machucar nenhum serzinho vivo, nem enroscar na calça das pessoas. Coisa bem feita, né?

Em resumo, passeio lindo e recomendado pra quem gosta de andar, porque trilha é o que mais tem pra fazer lá. É frio (3 graus no verão, com chuva), mas bastante casaco resolve. Qualquer hora eu volto pra ver mais bichos! :D

13.3.15

Degustação de mel

Uma das coisas que fizemos na Tasmânia foi uma degustação de mel. Na galeria de arte local eles tinham vários tipos de mel e você vai provando com as pazinhas descartáveis de madeira, de graça. De sabores q eu conhecia, só Eucalipto.

Não tinha própolis. O que eles consomem como mel 'bom pra saúde, especialmente crianças', é o Mel Manuka, que só tem aqui e na Nova Zelândi. Em termos de gosto é bem normal, mas não tem os pozinhos do propólis.

Gostei muito do Golden Bee batido - eles costumam bater o mel em neve pro sabor ficar mais suave e menos doce, sem perder os nutrientes. E os misturados (mel com chocolate, mel com laranja e mel com gengibre) eu dispenso :P

E rimos um bocado de ir 'a Tasmânia e voltar pra casa sem fazer compras, mas com dois baldes de mel :D

11.3.15

Desafio dos livros 11 - Autor com menos de 30 anos

Título: O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Bronte
Categoria: Autor com menos de 30 anos
Categorias por tabela: Classico, Virou filme, Escrito por uma mulher, lançado há mais de 100 anos
Índice Pá: 5

O nome do livro até combina com o cenário do fim de semana... Rapaz, que tempinho horroroso pegamos na Tasmânia! Mas a história em si não tem nada a ver. Li o "livro preferido de Bela Swan" e achei muito, MUITO RUIM. Eu sei que é um clássico da literatura inglesa, e escolhi porque sabia q a autora morreu logo que completou 30 anos. Portanto, o livro é de antes. Pra ser exata, ela tinha 29 quando "O Morro" foi publicado.

A história é azeda, triste e complicada. Todos os personagens casam entre si, então todo mundo tem o mesmo sobrenome e nomes parecidos. Isso em si não é um problema: Cem Anos de Solidão faz a mesma coisa e é complicado também, mas é genial.

Com O Morro dos Ventos Uivantes, fiquei o livro todo esperando a história começar, mas ela não tem um começo, um ápice e um fim. É simplesmente uma manutenção de rancor. O personagem central sente rancor, e isso carrega a história toda. Nasce uma geração, a casa fica de herança, morre outra geração e o rancor nunca acaba, nunca se resolve. Acho que foi o livro mais decepcionante que li até agora, porque achei que seria um daqueles clássicos que todo mundo precisa ler um dia. Nah, se quiser ler uma história triste, complicada e que passa por várias gerações, leia Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marques, em vez desse. Sendo bem radical, acho que os ingleses só amam tanto o livro da Brote porque não lêem em outras línguas. Gabo dá de mil a zero.

Leia só se tiver muita curiosidade. É chato e com um rancor maluco sem muita explicação. Tem uma frase q o cara está andando 'a noite, na tempestade, e a menina pergunta: "Você é por acaso um vampiro ou um lobisomem?". Não duvido que tenha saído daí a ideia de ser esse o livro favorito da menina do Crepúsculo.

9.3.15

Lugarzinho feeeio

Olha, você percebe que um lugar é lindo quando mesmo debaixo de um temporl, a 3 graus de tempertura, você olha ao redor e acha tudo lindo.

Agora eu entendi porque o Trip Advisor incluiu Cradle Mountin, na Tasmânia, na lista de "Lugares que você nunca ouviu falar, mas deveria conhecer". Lindo mesmo. Cheio de wllabies, wombats e diabinhos da Tasmânia! :D


Leva 2 horas pra dar a volta no lago. Lindão!

1.3.15

Sério, de onde vêm essas coisas? :P

A Nina tem série "I dreamed a Dream", em que ela conta os sonhos mais rocambolescos que tem. Ela é tão boa nisso que conseguiu invadir os meus sonhos.

Noite passada sonhei que eu tinha que dar um curso, todo em Espanhol, de como gerenciar um Posto de Gasolina. Por que eu sei tudo de posto, né? :P A Nina era minha assistente, afinal ela é artista Redken e isso tem tuuudo a ver.

O curso era no bairro do Santa Mônica, em Floripa, onde hoje está o shopping Iguatemi. Só que sem o shopping, era só um aterro. Quando acabou a aula, todo mundo queria atravessar a avenida Madre Benvenuta pra ir no Parque de Diversões do Wikileaks (???) que ficava no brejo do outro lado!

Todo mundo queria comprar ingresso online pra pegar Fast Pass pra Montanha-Russa Azul, que era o brinquedo mais legal. Mas me bateu um desespero, do tipo "Gente, cês são doidos? Vão comprar online coisa do Wikileaks?"

E enquanto eu contava meus trocados pra pagar em dinheiro (e óbvio que eu não conseguia contar, porque eu nunca enxergo números nos meus sonhos), eu acordei.

Nina, valeu pela diversão, mas pode guardar as maluquices pra vc! :D

27.2.15

Basta adicionar tudo! :D

Pra continuar a list de coisas que me surpreendem na Austrália, desta vez com uma engraçada.

As empresas têm a pachorra de vender produtos como este abaixo.

Curry Cremoso de Frango. Aí você lê s letrinhas do lado. "Basta adicionar frango". BASTA-ADICIONAR-FRANGO. Num troço vendido como Curry de Frango. Ah, como vocês devem ter visto, tem que adicionar o macarrão, as cenouras e as ervilhas também.

A lei permite, e as pessoas acham normal. Na real, tem uma hora que fica tão normal que você compra, chega em casa, adiciona tudo e acha gostoso.

By the way, tem o de salsicha também. Basta adicionar salsicha.

Eu vario entre os dias em que fico estupefata com este produtinho (tem vááárias marcas e sabores no mercado) e os dias q eu jogo no carrinho e compro os outros ingredientes.

Mas nunca deixa de ser tosco.

26.2.15

Desafio dos livros 10 - Lançado este ano

Título: A Garota do Trem, de Paula Hawkins
Categoria: Lançado este ano
Categorias por tabela: Escrito por uma mulher, Suspense e mistério
Índice Pá: 9

Gostou de Garota Exemplar? Vá atrás desse livro, é tão bom quanto. Com a diferença q os personagens são um pouco menos duas-caras, então não dá um nó no estômago tão dolorido.

Peguei pra ler porque esse livro (que foi lançado em janeiro) disparou na lista de mais vendidos em todas as livrarias e sites de livros q eu olho, e tava na promoção um dia desses. Aí comprei, né? :D Aparentemente, em um mês o livro já vendeu 500 mil cópis pelo mundo. As críticas eram todas comparando a Garota Exemplar, e logo você entende o porquê. É a história de uma moça que some, os vizinhos não sabem o que houve e uma das poucas testemunhas é uma moça alcoólatra que não lembra lhufas do que aconteceu naquele dia. Conforme a história se desenrola, pistas aparecem, e memórias esparsas também. E história real é muito mais bizarra do quem. parecia.

Mas o livro é uma cópia? Não. Precisa ler Grota Exemplar pra entender (ou gostar)? Não. Com certeza está vendendo bem porque entrou na onda e as pessoas estão a fim de ler mais livros naquele estilo. Mas pode ler sem medo, porque a história é diferente e muito boa. Ganha nota alta no índice Pá por ser daqueles que você pega o livro a cada minuto disponível, nem que seja pra ler uma pagininha.

25.2.15

A utilidade das etiquetas e porque não deveríamos usá-las tanto

Uma coisa que não pára (e acho que nunca parará) de me surpreender aqui na Austrália é a cara de tacho que as pessoas fazem quando eu digo que sou brasileira. Muitas entram em modo "tela azul". Não é exagero. Invariavelmente, a resposta é "nossa, você não parece brasileira".

A razão do comentário (infeliz) é (infelizmente) racismo. Não aquele tipo de racismo que lgumas pessoas sentem de ter nojo de outras, ou achar q são inferiores e tals. É mais um racismo no sentido de achar que cada povo tem uma cara só. Eu realmente acho que não é maldade deles, que isso fique claro. É ignorância mesmo.

Não entra na cabeça deles que uma pessoa branquela como um coró de goiaba possa ser brasileira. "Mas você tem família europeia, né?" é outra pergunta frequente. Olha, meus bisavós eram mesmo europeus. Mas faz três gerações, ou seja, uns cem anos pelo menos, que minha família é brasileiríssima.

O problema, e a causa do 'travamento', é que eu não encaixo com a 'etiqueta', ou com a caixinha, que os Australianos usam pra classificar todos os brasileiros. E o costume de 'etiquetar' tudo é fortíssimo aqui. Vem desde a época dos ingleses, que fazem a mesma coisa. Tudo tem nome, descrição e modo de funcionamento. TUDO ganha uma etiqueta. Eles adoram compartimentar as coisas. Se você não é australiano branco, ganha uma etiqueta de acordo com sua 'origem', mesmo q seja nascido e criado na Austrália. Se você é pró-direitos gays, logo perguntam em qual letra do LGBTQIA vc se encaixa. Empregos públicos aqui têm nome e número, tipo Gerente 1, 2 e 3. E se o cara é gerente 2 e alguém pede ajuda em algo q um gerente 1 ou 3 faria, MUITA gente se recusa a fazer porque "não é meu job description".

Etiquetas podem ser úteis pra facilitar nossa compreensão inicial do mundo. Mas gente cresce, evolui, e um dia deveria perceber que muitas etiquetas que criamos não servem pra todas s coisas. E pior: podemos machucar muita gente forçando-as a caber nas nossas caixinhas pessoais. Graças a Deus nunca tive problemas, mas não é difícil imaginar que muita gente deve se sentir muito mal.

Nota: este post não foi motivado por nenhum acontecimento em especial nem é uma reclamação. É só uma constatação. E não se restringe aos australianos, acho que todo mundo faz isso um pouco. É só porque aqui é BEM evidente.

24.2.15

Everything is Awesome!

Ó, fiquei tristinha que a música do Lego não ganhou o Oscar. E que o diretor de Boyhood não levou o prêmio de melhor direção. Manter o bonde andando por 12 anos merecia, poxa! Nem gostei do filme, mas o trabalho dele foi incrível!

Também fiquei feliz com os prêmio de Budapeste Hotel, e fiquei dividida com animação. Big Hero 6 é bom, mas não teve nada de espetacular. Eu achei Dragão 2 melhor, mas só questão de gosto mesmo.

O Brasil NÃO levou o oscar de novo com o documentário do Sebastião Salgado, mas buenas... algum dia algum brazuca ainda leva a estatuazinha pra casa!

Em geral, achei que os resultados até pareceram justos. Não vi muitos dos filmes, então fica difícil opinar. Mas fui só eu, ou algum de vocês também teve a impressão de que os filmes desse ano estavam mais fracos que os do ano passado?

23.2.15

Desafio do livro 9 - Título com uma única palavra

Título: Invencível, de Laura Hilldbrand
Categoria: Título com uma única palavra
Categorias por tabela: Escrito por uma mulher, Virou filme, Memórias
Índice Pá: 9

"Invencível" é um livro que deixa você um pouco abestalhado, quando termina. Foi uma sensação muito parecida com a que tive quando terminei O Senhor dos Aneis, embora as histórias e estilos sejam completamente diferentes. Mas é que acontece tanta coisa, mas tanta coisa, que é épico.

E nesse caso, é tudo real.

Invencível (que tá nos cinemas também, dirigido pela Angelina Jolie - olha ela aqui no blog de novo!) conta a história de Louis Zamperini. Quem foi esse cara? Bom, primeiro, ele foi recordista de velocidade em corridas. Atleta Olímpico americano, competiu em Berlim em 1936, quando o mundo começava a pegar fogo. Daí, foi convocado pra lutar na 2a guerra mundial e, após batalhas mirabolantes, o avião dele foi atingido e o cara ficou 47 dias à deriva num bote de plástico no Oceano pacífico. MANO, 47 dias num barquinho de plástico, sem água, sem comida (claro q ele pescava e bebia água da chuva, mas o bote não tinha nada), cercado de tubarões! E quando você acha q sobrevier a isso é muito, o bote de plástico é tirdo dágua por um navio do exército jaaponês e o Louis vai parar num campo de prisioneiros no Japão onde ele foi esmurrado, avacalhdo, emporcalhado e humilhado além de qualquer limite. Por dois anos. Dois-freaking-anos.

ATENÇÃO, SPOILER!

. . . E ele sobrevive. E volta pra casa. Tem a maior crise de stress pós-traumático (por que será, né?), mas sobrevive a isso também. Morreu de velhinho, há uns 4 ou 5 anos, depois de carregar a tocha Olímpica das Olimpiadas de Nagano na frente do terreno onde ficava o campo de prisioneiros. Nessa parte eu chorei, porque me impressionou a capacidade dele de superar e de perdoar. Realmente sobre-humano.

.
FIM DO SPOILER

A narrativa é excelente, o texto super bem trabalhado não só com s memórias do Louis, mas também de várias pessoas que dividiram desventuras com ele. Recomendo fortemente esse livro a quem quiser ler algo épico, extremamente bem feito e com história impressionante. Só aviso que é preciso ser forte. Tem cenas tristes demais. Não de nojeira, mas de quão cruel s pessoas podem ser.

Fiquei curiosa pra ver o filme só pra saber como fizeram um dos personagens... se o cara que faz o guardinha japonês conseguir passar metade do que é descrito no livro, ele merecia ter sido indicado ao Oscar!

22.2.15

Super Gêmeos, ativar! Forma de um Unicórnio!

Corri os 5km da Color Run hoje de manhã e, como esperado, voou tinta e pó colorido pra todo lado. Lá não tem espelho, então vim pedalando pra casa só com uma vaga ideia de como me parecia. Antes de sair de casa eu estava de camiseta branca e uma sainha de tutu colorida.

Quando cheguei, descobri que tinha virado o Córnio, meu unicórnio de pelúcia.

21.2.15

Desafio dos livros 8 - Com as iniciais do seu nome

Título: Bagagem, de Adélia Prado
Categoria: Autor com as mesmas iniciais do seu nome
Categorias por tabela: Escrito por uma mulher
Índice Pá: 8

Eu achei, desde o início, que essa categoria seria um das mais difíceis. Porque tenho um nome duplo e dois sobrenomes, então são QUATRO letras pra bater. APFL, pra quem não sabe :P

Comecei olhndo nquela mesma list de best-sellers de onde eu achei o Sidney Sheldon pro livro do autor popular. E vi que aparentemente, não tem nenum populrzão com APFL. Tinha um russo com AP, mas achei muito pouco.

Fui olhar na Academia Brasileira de Letras, onde eu tinha pesquisado pra outra categoria. Ninguém. Fui olhando listas de escritores e poetas brasileiros, e vi a Adélia Prado em uma delas.

"Bom, se é pra ser AP, vou ler uma brasileira", pensei comigo. Aí estava tentando achar os nomes dos livros dela quando caí no verbete da Wikipedia. E começa assim: "Adélia Luzia Prado de Freitas, mais conhecida apenas como Adélia Prado..."

Mano, eu não acreditava. Eu sou APFL, ela é ALPF! As MESMAS letras, só com uma fora de lugar! Não tive dúvida, é ela mesmo que eu tinha de ler! Peguei o primeiro livro, "Bagagem", e me joguei na poesia.

O livro é muito bonitinho, e é fácil de ver por que o Carlos Drummond de Andrade gostava dela. É levinho, os poemas contam coiss do dia a dia. Especialmente do dia a dia feminino, de como você se comporta, o que pode fzer, o que não pode, e que tipo de coiss võ fazer as pessoas te olharem como louca. Foi escrito em 1976 e continua tão atual!

Eu não sou grande fã de poesia, ms essas são muito acessíveis e legais. E o livro é fininho, você vi lendo um poeminha por diua, dando uma risadinha (de engraçado ou de nervoso) e logo ele acaba. Gostei, recomendo especialmente para fãs de poesia e pra quem acha q é impossível defender ideias feministas com coisas delicadinhas, como versinhos.

20.2.15

Dá-lhe bolo! :D

Se eu comesse bolo em todos os aniversários de gente especial pra mim em fevereiro, ia estar com um fastio de glacê que vocês nem imaginam! :D