14.6.15

A caminho de Compostela 4 - O Castelo Templário

Ponto de Partida: Ponferrada
Distância até Santiago: 205km

Após passarmos na estrada muito perto da catedral de Astorga e ficarmos sentidos que não pararíamos para visitar aquele lugar, nosso busão chegou a Ponferrada ainda no meio da tarde (porque fica claro até bem tarde). Não tínhamos hotel reservado, não conhecíamos o lugar, só sabíamos que tínhamos de visitar o castelo templário. Ponferrada é uma cidadezinha bem pequena no vale de El Bierzo, e se alguém já ouviu falar dela, é porque lá fica um Castelo Templário, o maior ao longo do Caminho de Santiago. Sendo o Clinton um fã da história das Cruzadas e eu fã de tudo que é medieval, tínhamos de parar aqui. Andamos um bocadinho até chegar onde fica o Castelo, e vimos que logo ao lado tinha uma pousadinha. Parecia meio mequetrefe à primeira vista, mas qualquer hotel de marca (tipo, Marriot ou Accor) ficava tão longe que resolvemos ficar por ali mesmo. E era bom, pq sabíamos que assim que começássemos a caminhar, seriam só pousadinhas e abrigos.

E até q a tal pousadinha "La Virgen de la Encina" nãao era ruim não, é só pq a frente dela tinha tanta janela, mesinha, gente q parecia bagunçada. Mas pegamos um quarto no andar mais alto q era bem bonitinho. Só demorava a ter água quente - mas água quente numa cidadezinha no meio do nada é luxo, vai.

Cadeamos nossas coisas, trancamos as mochilas dentro do guarda-roupa (quem não tem cofre, caça com guarda-roupa!) e fomos visitar o Castelo, que ficava a menos de 20 metros da pousada.

Nossa pousada era do lado da casa amarela, e o castelo tava ali, logo à direita.
Olha que lugar lindoooo!:D
O Clinton disse ter ficado impressionado com as capacidades defensivas do lugar, e que mesmo hoje seria difícil invadir o castelo.

Os móveis não estão mais lá, mas todas as muralhas e salões sim. Não é um castelo de conto de fadas, mas sim um castelo militar. Era feito pra ter espaço de treinamento e pra defender a região. Totalmente diferente de um Versalhes. Aliás, por causa desse lugar, aprendi a diferença de castelo e palácio. Castelo é para defesa, palácio é para ser bonito e ter eventos.

Dá pra ver os dois lados do rio e a cidade toda lá de cima.

Depois de um bom passeio lá por dentro, onde conhecemos o peregrino Jim, um senhorzinho de cabelo branco dos Estados Unidos, fomos jantar atrás da igreja da Virgen da Encina, onde havia vários restaurantes. Uma moradora do lugar que me explicou que Encina é uma árvore, e a igreja se chama assim porque acharam uma imagem de Maria escondida num oco por ali.

No restaurante de tapas, as porções eram tão grandes que tivemos de chamar o Jim e a amiga dele para nos ajudar a comer. Ainda ganhei um abraço do garçom, quando disse que era do Brasil. Ele disse que a mãe dele era brasileira, mas ele nunca teve a oportunidade de ir visitar o país. Outros peregrinos que estavam lá acharam lindo, emboram não tenham entendido o que estava acontecendo.

Aliás, ali nós vimos bem mais peregrinos do que nas outras cidades, tanto pé quanto de bicicleta (os 'bicigrinos'). Talvez porque já esteja mais perto. Foi também um lugar onde o caminho estava muito bem demarcado. Para nós, a caminhada começaria no dia seguinte. Estávamos empolgadíssimos!

É só seguir a estrada de setinhas amarelas, Dorothy!

13.6.15

A caminho de Compostela, parte 3 - Uma Noite no Museu

Ponto de partida: León
Distância até Santiago: 305km

Os guias de viagem dizem q a caminhada entre Burgos e León é uma das mais fáceis fisicamente, porém a mais difícil para a mente. Isso porque o terreno é todo plano. Mais de 100km de linha reta por plantações sem fim. Basta andar, mas não há quase ninguém nessa parte da trilha, nenhuma cidade grande, e só campos até onde a vista alcança. Para pessoas que não gostam de solidão, pode ser um desafio e tanto.

Fizemos esse trecho de ônibus, e foi muito estranho pensar que levamos pouco mais de uma hora pra fazer um trecho que se leva quase 4 dias andando. Entramos em León umas 5 e pouco, e fomos direto para nosso hotel, o Hostal de San Marcos.

Há vários séculos, esse prédio era um hostel e hospital de peregrinos do Caminho de Santiago. Depois, tornou-se a sede da Ordem de Ssntiago. O prédio tem sua própria igreja, seu próprio coro, clausura, uma infinidade de pinturas... É como passar a noite em um museu. Jantamos no hotel mesmo. Apesar de ter virado um empreendimento privado, ainda dá desconto para peregrinos. Dormimos que foi uma beleza!

No dia seguinte, fomos (debaixo de chuva) visitar a Catedral de León, que muitos dizem ser a mais bonita da Europa. Se é a mais bonita, não sei, mas é impressionante. Construída em estilo gótico, tem os arcos colocados de maneira que seguram toda a estrutura, e as paredes são todas de vitrais. É muito colorido, e mal dá pra acreditar que um prédio tão alto fique em pé tendo tantas paredes de vidro. Com a tecnologia existente em 1205. É de cair o queixo.

Catedral, por fora e por dentro

Assim como na Catedral de Burgos, alugamos os foninhos de audioguia para saber mais sobre o lugar e pegamos um carimbo pra a credencial. Depois andamos pelo centro da cidade, que é bem moderno, visitamos alguns outros prédios históricos e voltamos para o hotel. Ainda tinha várias salas que não tínhamos visto. Além disso, tínhamos de fazer checkout e também pegar mais um ônibus Alsa para a próxima parada, a cidadezinha não muito conhecida de Ponferrada. E lá vamos nós!

12.6.15

A Caminho de Compostela, parte 2 - Começamos bem

Ponto de partida: Burgos

Distância de Santiago: +-450km

Chegamos em Burgos no meio da tarde, e na rodoviária já aprendemos a usar as máquinas de bilhetes da Alsa, a empresa de ônibus. Compramos a passagem para nossa próxima parada e fomos caminhando na direção do hotel.

O Caminho de Santiago "tradicional" inteiro tem quase 800km de comprimento, começando na borda da França com a Espanha. Em geral, as pessoas levam de 30 a 40 dias para fazê-lo inteiro. Quem andar mais de 100km (uma caminhadinha bááásica) ou pedalar mais de 200km ganha um certificado no final. Como não tínhamos mais de 3 semanas pra tirar de férias, decidimos que íamos visitar algumas cidades importantes do caminho de ônibus, ao longo da região de Castilla y León, depois andaríamos toda a região da Galícia (cerca de 150km). A primeira parada, que se mostrou uma bela escolha, foi Burgos.

Nosso hotel, o Palácio de Burgos, era um antigo monastério. Os quartos eram bem pequenos e estreitos, por serem antigos quartos de padres, mas LINDOS. Meu deus, que coisa maravilhosa. E o banheiro tinha banheira. Foi um hotel meio caro, mas pro cansaço que estávamos, foi uma benção.

Cada um tinha TRÊS travesseiros :D

Saímos para passear pela cidade, que começa no Arco de Santa Maria, após uma ponte bem na frente do hotel. Passando o arco, que é lindo por si só, você chega na catedral, que é o desbunde da belezura.

Entramos, olhamos o lugar por três horas e tivemos de sair meio correndo sem ver tudo pq estavam fechando a igreja. Cada capela, cada detalhe era bonito. Burgos era uma cidade muito rica na Idade Média, então a catedral foi construída com muitos detalhes e capelas para vários santos.

Eu não sou católica, mas não acho que seja necessário ser religioso pra apreciar uma construção como aquela. Além disso, depois q voltei, um conhecido (que tbm não é católico) disse não ver sentido em construir prédios tão grandes e gastar tantos metais preciosos pra agradar a Deus ou a santos. Minha opinião sincera sobre isso é que realmente, não é necessário. Mas a arquitetura é bonita, a pintura e as esculturas são lindas. E se alguém se dedicou a esculpir cada uma daquelas coisinhas lindas na pedra, ou se uma cidade inteira se uniu pra pagar um Rafael ou um El Greco para pintar um mural, com boa intenção, pq isso era importante pra eles, isso tbm não é bonito?

Não vamos entrar aqui nos detalhes de "ah, mas tem casos em que levaram dinheiro das pessoas, enganaram com promessas loucas e blá blá blá". Claro que tem. Mas olhando pra essa cidade como patrimônio histórico, não tem como não se impressionar.

A praça central da cidade, com seus predinhos coloridos.

Fomos jantar num restaurante de Tapas recomendado pela recepcionista do hotel. Tapas são o equivalente dos nossos petiscos ou salgadinhos, e vc paga por unidade ou porçãozinha. Pegamos um mini-sanduíche, um misturadinho de anchova grelhada com algum vegetal e mais uns beliscos, todos esquisitos, mas deliciosos. E ainda estava passando na tv um jogo do Barcelona, o que deixou o lugar muito animado. Andamos mais um pouco pela cidade e só depois fomos dormir. Era umas 21h, mas ainda estava claro.

No dia seguinte, voltamos cedo para terminar de ver a catedral por dentro, e tinha capelas maravilhosas. Também pegamos nosso primeiro selo na Credencial de Peregrino. A credencial é um documento que todos os peregrinos carregam, e tem de carimbar (com data) conforme passam por cidades diferentes, para conseguir provar que caminharam por aqueles lugares. Pegamos as nosss em Florianópolis no ano passado (loja Capitão Malagueta), mas tem lugares em SP e em várias outras cidades que têm também.

Depois da catedral, andamos pela cidade toda, subimos uma ladeira até o mirante, de onde era possível ver a cidade de cima. Tinha também vários ninhos de cegonha! Eu nunca tinha visto uma cegonha de verdade!

Um ninho enooorme!

Fomos almoçar num restaurantezinho simpático chamado Amarillo, onde o menu del dia custava 10 euros. Menu Del Dia é uma seleção de entrada, prato e sobremesa, geralmente com uma bebida. Escolhemos sopa, pasta, paella e bife. Pra beber, eu pedi vinho branco e o Clinton pediu tinto. Nós nunca íamos imaginar q, por quele preço, o almoço viria com GARRAFAS de vinho, não copos. Caímos na risada... Comemos bem, o vinho era bom (mas nunca que íamos beber duas garrafas, nossa =o.O=) e trocamos uma das sobremesas por uma garrafa de água. A comida estava ótima e recomendamos muito! :D

Aí fomos depois do almoço visitar alguns outros lugares, e nos deparamos com um hábito espanhol q tínhamos esquecido: a siesta espanhola. Tudo fechado até as 17h. Então passeamos pela cidade meio fechada (fomos a um monastério real gigantesco, onde princesas e meninas nobres viravam freiras), pegamos nossas coisas no hotel e entramos no ônibus para nossa próxima parada. A capital de Castilla Y Leon, a cidade de León.

9.6.15

A caminho de Compostela, parte 1 - "Você comprou a mais barata, né?"

Vou começar a contar, aos pouquinhos, como foi nossa peregrinação até Compostela. Fazia muito tempo que eu queria fazer essa caminhada. Não sei de onde veio a ideia. Faz muito, muito tempo mesmo, e eu não lembro porque razão eu decidi que queria ir. Uma das lembranças mais antigas que eu tenho é do Paulinho da Maria Marta contando que tinha feito essa caminhada, uma vez que fui na casa deles no Santa Mônica. Eu tinha, no máximo, uns 12 anos, mas acho que era mais nova. Anfã, daí vocês tiram que esse item tá na minha lista de viagem a fazer há DÉCADAS.

Num fórum online que participo sobre o Caminho, dizem que "a caminhada começa quando você decide ir". Bati o martelo no fim do ano passado, qdo vi uma liquidação de passagens para a Espanha pela Emirates. O preço de ida-e-volta pra mim e pro Clinton estava mais barato do que a passagem normal pra uma pessoa. Foi qdo eu decidi "essa chance não posso perder". O Clinton, que não conhecia o Caminho antes de eu comentar, estava empolgadíssimo - ele curte trilha, viagem e História. Era a combinação perfeita: eu tinha férias pra tirar, um parceiro de caminhada, dinheiro guardado e passagens baratas. Mais mole q isso, só sentando num pudim.

O dia de viajar demorou, mas chegou. No meio tempo, treinamos caminhada, compramos equipamento que faltava, fizemos até aula de espanhol. E bora pra rodoviária, pegar busão pro aeroporto de Sydney!

Chegando lá, uma surpresa. A passagem tinha sido muito barata por uma razão. Era Sydney-Madri via Dubai, com escala em BANGCOC. Vocês têm noção do balão que fizemos pra chegar, né? Foram 40 e poucas horas de voo, e eu só pensava no Sandro e na Andrea, discutindo sobre "as passagens mais baratas". Não acabava NUNCA aquele voo. Vi 4 filmes e comi as coisas mais malucas, porque a Emirates adapta o cardápio de acordo com o país. Na saída de Bangcoc, o café da manhã foi macarrãozinho com camarão ao alho. Com café, leite e pãozinho, pra ninguém ter dúvida q era café da manhã.

Outra coisa que diziam muito no fórum era "ser agradecido pelo que o Caminho lhe dá". Quando estávamos saindo de casa, eu comentei com o Clinton que tinha esquecido de comprar um caderninho para fazer as anotações da viagem. Ele disse: "não se preocupa, eu tenho um que posso te dar". Aí ele me deu um caderninho do exército, verde, manchado e velhinho, todo feiosinho, coitado. Eu fiquei desapontada, porque queria anotar essa viagem num caderninho bonito. Mas aí lembrei do 'agradeça o que o caminho lhe dá', e pensei: "antes eu não tinha caderno. Agora eu tenho um, que é feinho, mas que aguenta tranco. Ok, eu devia mesmo estar agradecida". Primeira lição, aprendida.

Quando chegamos em Madri, completamente zuretas e tortos, ficamos bastante surpresos em como foi fácil organizar nossa vida: ganhamos um chip de celular pré-pago de uma operadora que estava fazendo propaganda no aeroporto, ativado na hora. Guardamos uma mala na consigna (depósito), para buscar depois que terminássemos a trilha (ia custar caro, mas era fácil e seguro). E dali mesmo tinha saída de trem para Burgos, que seria nosso primeiro destino. Compramos as passagens e ali mesmo começamos a encontrar peregrinos que, como nós estavam chegando. Um alemão que fazia o Caminho pela segunda vez deu umas dicas de Burgos, e nós demos umas dicas pra um casal de brasileiros de Curitiba que ainda precisava arranjar telefone.

E lá fomos nós, pela estrada linda que vai para o norte da Espanha. Camberra-Sydney-Bangcoc-Dubai-Madri-Burgos, e finalmente nosso caminho começou! :D

8.6.15

De volta e com um caminhão de assunto pra botar em dia! :D

Olha, postando rapidão pra avisar que o blog não morreu. A maioria de vcs sabe q eu tava viajando, e assim que voltei tinha bastante coisa pra resolver. Mas vou colocar tudo em dia e contar as histórias de Compostela, que são muitas.

Só pro post não ser muito irrelevante, uma coisa curiosa: essa semana usei a palavra 'pandorga' no trabalho e riram, dizendo q isso não se diz há séculos.

É sério isso, Arnaldo?

2.5.15

Desafio do livro 17 - escrito por uma mulher

Título: Elizabeth Sumiu, de Emma Healey
Categoria: Escrito por uma mulher
Categorias por tabela: Autor com menos de 30 anos, escolhido pela capa
Índice Pá: 9

Essa categoria pra mim era a mais besta - já li vários livros que se encaixaram nela por tabela, então li um que não apenas foi escrito por uma mulher, mas tem uma no título também.

Esse foi um dos melhores livros que li até agora no desafio. Comprei porque achei a capa simpática, e o texto atrás pareceu interessante. Marge é uma senhorinha muito querida e muito amiga da Elizabeth. Mas a Elizabeth sumiu. E a Marge não lembra quando, ou porquê. Na verdade, el não se lembra de quase nada, porque a memória dela está cada dia pior. Ela não lembra o caminho de casa, esquece que já comprou toneladas de comida em lata e esquece até quem é a própria filha. Mas ela tem certeza que a Elizabeth sumiu e escreve lembretes para si mesma.

O livro é uma mistura de "Amnésia" com "Simplesmente Alice", e a personagem principal faz um esforço incrível para descobrir o que houve com a amiga, mesmo q isso exija entrar 4 vezes na delegacia e ser enxotada pelo mesmo guarda, sem nunca lembrar dele (ou que já visitou o lugar).

Muito bem narrado, você segue com naturalidade os passos da Marge e nota, por tabela, o desespero de quem vive com ela. Ela não lembra que já almoçou, mas lembra da irmã e da casa que morava na infância. E ao longo do livro, você descobre o que o passado tem a ver com o sumiço da Elizabeth. Livro sensacional, nada doce, mas extremamente bem escrito.

A capa que me chamou atenção e quase mudou o livro de categoria

1.5.15

Vergonha alheia internacional

Nossa, teve um episódio hilário que eu esqueci de contar!

Sempre que eu ouço alguém falando português no exterior, acabo dando uma escutada e, dependendo do assunto, dou um alô. Quando estávamos no Camboja, no começo do ano, acabei conversando com brasileiros duas vezes: uma no hotel e uma no templo Bayon.

Pois teve uma terceira vez que eu ouvi brasileiros, mas, anfã, não fui dar oi. Era um casal, mais ou menos da idade dos meus pais, batendo foto na entrada de Angkor Wat. A mulher estava visivelmente emocionada, dizendo "como é lindo, como é lindo!"

Aí eu ia chegar mais perto e me oferecer pra bater foto dos dois, quando ouvi a frase:

- Quando na vida eu ia imaginar que visitaria o Taj Mahal?

Dei meia volta e saí de fininho.

Angkor Wat, Taj Mahal, Maracanã, tudo a mesma coisa :P

27.4.15

Desafio do livro 16 - Que relate memórias

Título: Comer, Rezar, Amar, de Lis Gilbert
Categoria: Que Relate Memórias
Categorias por tabela: Virou filme, Escrito por uma mulher
Índice Pá: 8.5

Ai, que livrinho divertido! Bobinho, de auto-ajuda, mas leve, divertido e bem escrito. Além disso, descreve a Itália, a Índia e Bali de maneiras que pouca gente conhece - e colocando algumas características das pessoas que moram nesses lugares que não se vê em livros de viagem.

A história é a de uma moça que se divorcia e dá uma pausa no trabalho e passa um ano viajando por esses três lugares. O que ela aprende é muito interessante. Quanto você estaria disposto a abrir mão para viver uma experiência nova? E quando se tem uma carreira internacional e dois imóveis em Nova York, você pode estar (ou achar que está) abrindo mão e um bocado de coisas.

Apesar de o livro ter uns 100 capítulos, são todos curtinhos. E todos bem escritos, amarradinhos. Passa por extremos, do di onde ela come a melhor pizza do mundo, cheia de queijo, a uma meditação no meio de uma nuvem de mosquitos. Não sei quanto ali é real e quanto foi embelezado pela ficção, mas o livro é vendido como história real. E se for, é uma bem boa.

26.4.15

Até banho!

Ainda no assunto "lounge de aeroporto', essa semana fiz um bate-e-volta a trabalho pra Perth. Pra terem uma ideia, é tipo ir de Floripa a Manaus. Na volta, após um dia inteiro de trabalho, eu tava agoniada de encarar 5 horas de voo toda chechelenta. Mas lembrei q tinha visto um chuveiro no banheiro do aeroporto, e ia tomar banho estilão rodoviária, me secar com uma camiseta e buenas.

Aí, qdo fiz o checkin, lembrei de perguntar pro moço da companhia aérea se tinha chuveiro no lounge. "Tem sim, você pode usar". Fiquei bem feliz, pq devia ser melhorzinho q o chuveiro no saguão.

Sabe nada, inocente.

Cheguei no lounge, perguntei do chuveiro e a moça mostrou onde era. "Você precisa de shampoo?" "Ah... não, obrigada". Aí ela me deu SÓ uma toalha, um sabonete e uma loção corporal. Entrei no banheiro e era maior q o banheiro da minha casa, com chuveiro a gás, alta pressão e um espelho q cobria parede toda, além de lugar pra colocar as malas e coisas.

Nem precisa dizer que foi uma delícia, né? E qdo terminei e voltei pro salão, ainda perguntaram se eu queria uma sopinha e uma taça de vinho como cortesia da casa.

Dá pra ficar mal-acostumada desse jeito :P~~~~~

17.4.15

Milhagens

Daqui a pouco entro no avião de novo, desta vez, rumo a Gold Coast. E olha, eu sempre achei essas coisas de milhagens meio bobas e nunca tinha visto vntagem, além de de vez em quando pegar desconto em passagens.

Mas eu adoro as milhagens da Virgin airlines. Peguei a carteirinha Gold recentemente, que me dá acesso os lounges dos aeroportos. MANO, Q COISA BOA. Sempre tem um balcão de café e um de comida, então agora eu sempre pego voos q façam escala na hor do almoço, corro pro lounge e vou comer. E como posso levar um convidado comigo, o Clinton também almoça de graça.

Pode não parecer muito, mas economizar dois almoços a cada viagem é uma belezinha! Ainda mais em aeroporto, onde tudo é caro!

Pena q pra continuar sendo Gold tem de fazer XPTOMUITAs viagens por ano... sei lá se o meu vai durar mais de um ano, mas enquanto der, eu vou aproveitar!

14.4.15

Meu primeiro pudim

Sucesso total! Fiz pudim de leite condensado pela primeira vez, ficou delicioso e lisinho! :D

- 1 lata de leite condensado
- mesma medida de leite
- 1 ovo
- Bate tudo, tira a espuminha (pra ficar lisinho) e põe pra assar na lata mesmo, já com caramelo, a 180c por uma hora.
- Deixa esfriar e põe na geladeira. Deixei a noite toda, ficou perfeito ^^
Tá, a base ficou um pouquinho granulada, mas o 'corpo' ficou lisinho! Fácil e gostoso! :D

13.4.15

Desafio do livro 15 - Do Ano do seu Nascimento

Título: Dragão Vermelho, de Thomas Harris
Categoria: Publicado no ano de seu nascimento
Categorias por tabela: Virou filme, Mistério e suspense
Índice Pá: 8

Dragão Vermelho é um thriller lançado em 1981, e é o primeiro livro em que o super-vilão Hannibal Lecter aparece. Nesse, ele faz só uma pontinha e não tem muito a ver com a história, que gira em torno do ex-policial Graham e do assassino "Dentuço".

A história é muito boa, daquelas que deixa você grudado no livro. Perseguição de serial killer, corrida contra o tempo, perfil psicológico. Tem cenas muito, muito nojentas. Quem viu os filmes pode imaginar o que se passa - e quando é no livro, o cérebro sempre dá um jeito de imaginar da maneira mais bizarra possível. Então, não recomendo para leitores sensíveis ou impressionáveis.

O nome da história vem das aquarelas pintadas no início do século passado por William Blake, para ilustrar livros da Bíblia. Elas mostram um monstro chamado de Grande Dragão Vermelho, pelo qual o assassino da história tem fixação. As figuras realmente existem, e estão em museus de Washington e Nova York. Uma que é citada especificamente no livro é a "Grande Dragão Vermelho e a Mulher Vestida de Sol". Uma aquarela bem interessante - a imagem é de um monstro feio, mas não deixa de ser uma figura impressionante.

Difícil falar desse livro sem estragar surpresas, porque ele tem muitas reviravoltas. Mas é muito bom pra quem tem estômago e gosta do gênero.

11.4.15

Mais fotinhos de Cairns

Só pra vcs verem como tava ensolarado, lindo e cheio de natureza naquele lugar:

Um lago no meio da floresta, onde paramos pra nadar.

A paisagem entre a floresta e o litoral. Bem feio.

Como não tenho foto embaixo dágua, vai essa foto dos mergulhadores McFadyen pra vocês terem uma ideia do tamanhinho dos 'belbigões' da barreira de coral.

Fomos a um aviário lindão, dentro de um domo gigante, e conhecemos essa coruja simpática, chamada "Bocão de Sapo". Por que será, né?

E pra fechar, uma cacatua preta. "Oi, sou barulhenta que nem um cacatua branca, mas não tenho penacho. Tenho um rabo colorido, vermelho ou laranja. Que linda eu sou!"

Não tem muitas fotos, mas o passeio é altamente recomendado pra quem gosta de calor! Lembrem-se de levar protetor solar!

10.4.15

Divando na cachoeira

Postei pouco essa semana porque estava muito ocupada com três coisas:

1) Trabalho. Fuuuééén.

2) Tinha muita coisa pra olhar na Barreira de Coral.

É lindo assim mesmo, de cair o queixo. Foto by Kile Taylor

Sabe porque todo mundo que fala da Austrália sempre menciona a barreira de coral? Porque a danada é um arraso mesmo. Peixinhos, arraias, pepinos-do-mar... Algumas pessoas viram tartarugas e tubarões também. O que mais me impressionou foi uma concha, tipo um berbigãzão, que devia ter uns 60cm de largura. Se aquele bicho resolvesse fechar as conchinhas em volta da minha mão, comia até o cotovelo! =o.O=

3) Tava divando na cachoeira :P

Não, não é um biquíni australiano fraldão, é só um shorts pra sentar na pedra sem machucar. (Foto by Matty da Barefoot Tours)

A foto acima foi tirada na cachoeira Mila Mila, nas Floresta de Queensland. O lugar ficou famoso depois que gravaram uma propaganda de xampu, aí desde então todo mundo tira foto lá jogando o cabelão pra trás.

Que fique registrado que durante os três dias que estivemos em Queensland, dormi como um bebezinho. Temperatura de noite na casa dos 28 graus, era só deixar a janela entreaberta entrando a brisinha que tava uma delícia. Que fique registrado também que o Clinton não concorda comigo, achou o calor horroroso pra dormir e ainda tá tentando achar a tal 'brisinha'.

8.4.15

Desafio do livro 14 - Escolhido pela capa

Título: Miniaturista, de Jessie Burton Categoria: Escolhido pela capa Categorias por tabela: Escrito por uma mulher Índice Pá: 8

Esse livro não podia se encaixar em categoria melhor. Estávamos eu e o Clinton no aeroporto, qdo me toquei que tinha umas 6 horas de viagem pela frente e esqueci de trazer um livro. Não sei qto a vocês, mas eu sempre viajo com livro - nem que seja pr ler uma páginas, ficar com sono e capotar no banco do avião ou do ônibus.

Fomos pra livraria e peguei esse simplesmente porque achei a capa bonita. Li atrás, pareceu interessante, não era caro... Pumba, comprei. E por pouco não entrou na categoria "ler em um dia", porque foi metade do livro na ida e metade na volta. Mas afinal, qual a cara do danadinho?

(A foto é do blog Creative Countryside)

A capa é linda, não? É baseada em uma casa de bonecas que realmente existe e está em um museu de Amsterdã.

Há resenhas muito variadas sobre o livro na internet. De maneira geral, achei muito bom. É a história de Petronella, uma garota de 18 anos do interior da Holanda que se muda para Amsterdã, em 1600 e bolinhas, pra se casar com um mercador muito rico. Mas o casamento é muito frio, a irmã do cara é uma bisca e muita gente na cidade é duas-caras. A única coisa mais colorida é uma casa de bonecas que ela ganha do marido. E quando ela escreva pra um miniaturista pra encomendar móveis e bonequinhos, coisas estranhas começam a acontecer.

Li o livro muito rápido. Ele é bem escrito e dá muita curiosidade de saber como a história se desenvolve. Os mistérios e surpresas são vários. Nesse quesito ele é excelente, os detalhes são bonitos, o texto flui bem. O final deixa algumas coisas em aberto, mas não é ruim.

O problema é se você começa a pensar mais a fundo sobre o livro. A Petronella é muito avançada pra época. Ela tem algumas ideias que fazem muito sentido hoje, mas talvez não a uma menina/mulher de 18 anos em 1680. O mesmo acontece com outros personagens. Temas como casamento, preconceitos raciais, emancipação da mulher, questões de gênero, mercado de trabalho... Várias coisas no livro são ideias muito modernas usando uma máscara de antigo. Acho que isso acaba ajudando no sucesso do livro (que está vendendo muito bem em 30 países), porque mostram ideias que hoje quase todos concordamos (ou pelo menos deveríamos) vencendo barreiras na Europa do século XVII. Mas se for analisar friamente, é bem forçado.

Entretanto, pra que analisar friamente? A ideia aqui é fazer uma dissertação sobre plausibilidade na literatura, ou ler por prazer? Eu fico com a segunda opção e dou nota 8 pro livro, que me divertiu por umas 11 horas de avião.

31.3.15

Anjo da guarda não falha!

Eu acredito em anjo da guarda. E na real, o meu é muito bom, porque mantém um círculo muito legal de pessoas e coisas boas ao meu redor.

Ontem saí de casa meio na correria, e qdo cheguei no serviço vi que tinha esquecido minha marmita. O escritório é meio longe, e pra pedir comida na hora do almoço é uma incomodação. Já estava me preparando pra enforcar uma grana na entrega (que é sempre mais cara que a comida), quando um colega aparece na minha port.

-Ei, minha mulher fez um monte de comida brasileira ontem e eu trouxe pra dividir com o pessoal. Quer um pouco?

Obrigada, dona moça, você não tem ideia de como aquela torta de mandioca tava a coisa mais deliciosa do mundo! :D

27.3.15

Restaurando a fé na humanidade

Fui a um Jardim de Infância esta semana pra falar sobre folclore brasileiro. Expliquei quem era o Curupira e a Iara. As crianças gostaram das histórias, especialmente do fato que eles protegem os animais da floresta e dos rios. Falamos um bocado de bichos, e aí uma menininha me perguntou se a Iara tinha uma irmã.

- Não, ela tem irmãos, mas não tem irmã. Por quê?
- Ah, não tem? Então será que o Brasil pode emprestar a Iara pra ela proteger a Barreira de Coral?

Aí dá até um quentinho no coração ouvir uma coisa dessas.

23.3.15

Desafio do livro 13 - Suspense e Mistério

Título: O Chamado do Cuco, de Robert Galbraith (aka J.K.Rowling)
Categoria: Suspense e Mistério
Categorias por tabela: Escrito por uma mulher
Índice Pá: 7

Talvez eu esteja dando só 7 porque estou cansada, e terminei o livro meio no tranco. Ele certamente foi mais divertido que outros que já li, mas não é lá grandes coisas como livro de detetive não. O Chamado do Cuco foi lançado sem muito furdunço um tempo atrás, e depois "descobriram" que na verdade ele foi escrito pela J.K. Rowling, do Harry Potter. Aí o livro desatou a vender loucamente e já ganhou até uma continuação.

Se eu notei que parecia a escrita da Rowling? Nem um pouco. Nesse ponto, parabéns por fazer algo muito diferente de Harry Potter. Mas eu não curti a história - ou, mais exatamente, o desfecho dela. Levou um tempinho pra engrenar, aí tomou um ritmo bom, e BLUFT, o final foi meio atabalhoado com muitas coisas forçadas. Pra alguém que conseguiu dar sentido a sete horcruxes, podia ter feito um trabalhinho um pouco melhor com aquela cena do crime.

Nem falei do q se trata o livro, né? É de um detetive sem uma perna se é contratado pra investigar a morte de uma modelo famosa. Nesse meio tempo ele se separa da namorada e está se adaptando ao trabalho da nova secretária. Os personagens são bastante simpáticos. O último capítulo que estraga tudo.

Comprei o livro baratinho no sebo, e acho que ele vi voltar pra lá logo. Mas com sorte eu consigo trocar pelo novo - não é tão bom, mas não tão ruim que me faça recusar uma história de detetive. Veredicto: leia se cair no colo, se achar baratinho ou se pegar emprestado.

22.3.15

Minutos de sabedoria

E a postagem número 1100 do blog será uma lição pra vida:

"Não tentarás fazer nail art sem antes conferir se tem algodão em casa".

Porque agora preciso comprar algodão E cotonete.

18.3.15

Ok, achei!

Essa gravação da Lea Salonga, apesar da imagem ruim, tá linda! :D

Pra quem não sabe, Lea Salonga dubla Jasmine cantando e Mulan cantando em todos os desenhos e videogames, já fez Miss Saygon e Les Mis. Assim, canta direitinho. =^.^=

17.3.15

Qual a melhor versão?

Eu adoraria convencer a professora do coral que "Defying Gravity" é uma música sensacional pra gente cantar. E estou à caça de um bom vídeo no youtube pra mostrar pra ela.

Aí vc se toca que a versão clássica, da Idina Menzel cantando no Tony Awards, é bem cheia de problemas... Parece q ela tá tendo um ataque de asma, tadinha. E ela não chega a várias notas altas. Continua lindo, mas não vai convencer uma maestrina.

Estou na dúvida entre a versão do Glee e a da "Elphaba holandesa", Willemijn Verkaik. Outras sugestões?

15.3.15

Desafio dos livros 12 - Mais vendido no seu mês de aniversário

Título: A Culpa é das Estrelas, de John Green
Categoria: Da lista de mais vendidos no seu mês de aniversário
Categorias por tabela: Nenhuma
Índice Pá: 7.5

Esse livro resolve essa categoria pra qualquer um: acho que ele está há mais de ano nas listas de mais vendidos do mundo todo. Fui ler pra ver do que se tratava, e por pouco ele não caiu na categoria "lido em um dia" também. Muito levinho, agradável e facinho.

A história tem tudo pra ser uma desgraceira: dois adolescentes com câncer q se conhecem num grupo de apoio. Mas o jeito q eles encaram a vida é tão levinho, e eles aproveitam tanto, q a história é bem gostosa.

Vendeu loucamente porque é cheio de frases de efeito, aquelas coisas que soam lindas com um fundo de paisagem numa imagem de Facebook. Mas não é ruim não. Tirados os momentos piegas, as partes em que eles discutem história e literatura são legais, além de eles terem uma visão muito diferente da vida e da relação com os pais.

Bonitinho, daqueles q vale a leitura se cair na sua mão.

14.3.15

Fotos da Tasmânia

A foto do post de uns dias atrás não era nossa não, era de divulgação. As nossas estão mais cinza porque pegamos um tempo feio, mas mesmo assim vimos coisas lindas. Seguem algumas pra vocês terem um gostinho de Cradle Mountain:


São 180km desde o aeroporto até a montanha. Dos quais 60km são de puro Morro da Lagoa - curvas fechadíssimas e inclinadas morro acima e abaixo. É um trampo, mas é bonito.


Nosso hotel era mó bonitinho, a moça q arrumava o quarto dobrava as toalhas em forma de gatinho! (E você percebe que tem ficado muito tempo hospedada em hostels quando entra num hotel e diz: "Uau, tem toalhas!" :D)

A gente viu muitos bichinhos. Diabos da Tasmânia, Wallabies, um Wombatinha bebê dorminhoca chamada Wanda e até um corvo na nossa varanda.


Tinha também o Quoll de Bolinhas, um bichinho super-caçador, que avança no pescoço dos outros. Fofinho assim, nem parece, né?

E também tinha muitas, muitas trilhas no meio do mato. A principal é que faz a volta no lago no pé da montanha, mas tem várias outras. Muitas parecem que você está andando no meio de uma floresta encantada. Lindo, lindo.

E pra você ver como o pessoal se preocupa com os bichinhos, todas as tábuas que tinha aramado (pra evitar de escorregar quando está chovendo ou nevando) tinham todas as pontinhas de arame viradas pra dentro, pra não machucar nenhum serzinho vivo, nem enroscar na calça das pessoas. Coisa bem feita, né?

Em resumo, passeio lindo e recomendado pra quem gosta de andar, porque trilha é o que mais tem pra fazer lá. É frio (3 graus no verão, com chuva), mas bastante casaco resolve. Qualquer hora eu volto pra ver mais bichos! :D

13.3.15

Degustação de mel

Uma das coisas que fizemos na Tasmânia foi uma degustação de mel. Na galeria de arte local eles tinham vários tipos de mel e você vai provando com as pazinhas descartáveis de madeira, de graça. De sabores q eu conhecia, só Eucalipto.

Não tinha própolis. O que eles consomem como mel 'bom pra saúde, especialmente crianças', é o Mel Manuka, que só tem aqui e na Nova Zelândi. Em termos de gosto é bem normal, mas não tem os pozinhos do propólis.

Gostei muito do Golden Bee batido - eles costumam bater o mel em neve pro sabor ficar mais suave e menos doce, sem perder os nutrientes. E os misturados (mel com chocolate, mel com laranja e mel com gengibre) eu dispenso :P

E rimos um bocado de ir 'a Tasmânia e voltar pra casa sem fazer compras, mas com dois baldes de mel :D

11.3.15

Desafio dos livros 11 - Autor com menos de 30 anos

Título: O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Bronte
Categoria: Autor com menos de 30 anos
Categorias por tabela: Classico, Virou filme, Escrito por uma mulher, lançado há mais de 100 anos
Índice Pá: 5

O nome do livro até combina com o cenário do fim de semana... Rapaz, que tempinho horroroso pegamos na Tasmânia! Mas a história em si não tem nada a ver. Li o "livro preferido de Bela Swan" e achei muito, MUITO RUIM. Eu sei que é um clássico da literatura inglesa, e escolhi porque sabia q a autora morreu logo que completou 30 anos. Portanto, o livro é de antes. Pra ser exata, ela tinha 29 quando "O Morro" foi publicado.

A história é azeda, triste e complicada. Todos os personagens casam entre si, então todo mundo tem o mesmo sobrenome e nomes parecidos. Isso em si não é um problema: Cem Anos de Solidão faz a mesma coisa e é complicado também, mas é genial.

Com O Morro dos Ventos Uivantes, fiquei o livro todo esperando a história começar, mas ela não tem um começo, um ápice e um fim. É simplesmente uma manutenção de rancor. O personagem central sente rancor, e isso carrega a história toda. Nasce uma geração, a casa fica de herança, morre outra geração e o rancor nunca acaba, nunca se resolve. Acho que foi o livro mais decepcionante que li até agora, porque achei que seria um daqueles clássicos que todo mundo precisa ler um dia. Nah, se quiser ler uma história triste, complicada e que passa por várias gerações, leia Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marques, em vez desse. Sendo bem radical, acho que os ingleses só amam tanto o livro da Brote porque não lêem em outras línguas. Gabo dá de mil a zero.

Leia só se tiver muita curiosidade. É chato e com um rancor maluco sem muita explicação. Tem uma frase q o cara está andando 'a noite, na tempestade, e a menina pergunta: "Você é por acaso um vampiro ou um lobisomem?". Não duvido que tenha saído daí a ideia de ser esse o livro favorito da menina do Crepúsculo.

9.3.15

Lugarzinho feeeio

Olha, você percebe que um lugar é lindo quando mesmo debaixo de um temporl, a 3 graus de tempertura, você olha ao redor e acha tudo lindo.

Agora eu entendi porque o Trip Advisor incluiu Cradle Mountin, na Tasmânia, na lista de "Lugares que você nunca ouviu falar, mas deveria conhecer". Lindo mesmo. Cheio de wllabies, wombats e diabinhos da Tasmânia! :D


Leva 2 horas pra dar a volta no lago. Lindão!

1.3.15

Sério, de onde vêm essas coisas? :P

A Nina tem série "I dreamed a Dream", em que ela conta os sonhos mais rocambolescos que tem. Ela é tão boa nisso que conseguiu invadir os meus sonhos.

Noite passada sonhei que eu tinha que dar um curso, todo em Espanhol, de como gerenciar um Posto de Gasolina. Por que eu sei tudo de posto, né? :P A Nina era minha assistente, afinal ela é artista Redken e isso tem tuuudo a ver.

O curso era no bairro do Santa Mônica, em Floripa, onde hoje está o shopping Iguatemi. Só que sem o shopping, era só um aterro. Quando acabou a aula, todo mundo queria atravessar a avenida Madre Benvenuta pra ir no Parque de Diversões do Wikileaks (???) que ficava no brejo do outro lado!

Todo mundo queria comprar ingresso online pra pegar Fast Pass pra Montanha-Russa Azul, que era o brinquedo mais legal. Mas me bateu um desespero, do tipo "Gente, cês são doidos? Vão comprar online coisa do Wikileaks?"

E enquanto eu contava meus trocados pra pagar em dinheiro (e óbvio que eu não conseguia contar, porque eu nunca enxergo números nos meus sonhos), eu acordei.

Nina, valeu pela diversão, mas pode guardar as maluquices pra vc! :D

27.2.15

Basta adicionar tudo! :D

Pra continuar a list de coisas que me surpreendem na Austrália, desta vez com uma engraçada.

As empresas têm a pachorra de vender produtos como este abaixo.

Curry Cremoso de Frango. Aí você lê s letrinhas do lado. "Basta adicionar frango". BASTA-ADICIONAR-FRANGO. Num troço vendido como Curry de Frango. Ah, como vocês devem ter visto, tem que adicionar o macarrão, as cenouras e as ervilhas também.

A lei permite, e as pessoas acham normal. Na real, tem uma hora que fica tão normal que você compra, chega em casa, adiciona tudo e acha gostoso.

By the way, tem o de salsicha também. Basta adicionar salsicha.

Eu vario entre os dias em que fico estupefata com este produtinho (tem vááárias marcas e sabores no mercado) e os dias q eu jogo no carrinho e compro os outros ingredientes.

Mas nunca deixa de ser tosco.

26.2.15

Desafio dos livros 10 - Lançado este ano

Título: A Garota do Trem, de Paula Hawkins
Categoria: Lançado este ano
Categorias por tabela: Escrito por uma mulher, Suspense e mistério
Índice Pá: 9

Gostou de Garota Exemplar? Vá atrás desse livro, é tão bom quanto. Com a diferença q os personagens são um pouco menos duas-caras, então não dá um nó no estômago tão dolorido.

Peguei pra ler porque esse livro (que foi lançado em janeiro) disparou na lista de mais vendidos em todas as livrarias e sites de livros q eu olho, e tava na promoção um dia desses. Aí comprei, né? :D Aparentemente, em um mês o livro já vendeu 500 mil cópis pelo mundo. As críticas eram todas comparando a Garota Exemplar, e logo você entende o porquê. É a história de uma moça que some, os vizinhos não sabem o que houve e uma das poucas testemunhas é uma moça alcoólatra que não lembra lhufas do que aconteceu naquele dia. Conforme a história se desenrola, pistas aparecem, e memórias esparsas também. E história real é muito mais bizarra do quem. parecia.

Mas o livro é uma cópia? Não. Precisa ler Grota Exemplar pra entender (ou gostar)? Não. Com certeza está vendendo bem porque entrou na onda e as pessoas estão a fim de ler mais livros naquele estilo. Mas pode ler sem medo, porque a história é diferente e muito boa. Ganha nota alta no índice Pá por ser daqueles que você pega o livro a cada minuto disponível, nem que seja pra ler uma pagininha.

25.2.15

A utilidade das etiquetas e porque não deveríamos usá-las tanto

Uma coisa que não pára (e acho que nunca parará) de me surpreender aqui na Austrália é a cara de tacho que as pessoas fazem quando eu digo que sou brasileira. Muitas entram em modo "tela azul". Não é exagero. Invariavelmente, a resposta é "nossa, você não parece brasileira".

A razão do comentário (infeliz) é (infelizmente) racismo. Não aquele tipo de racismo que lgumas pessoas sentem de ter nojo de outras, ou achar q são inferiores e tals. É mais um racismo no sentido de achar que cada povo tem uma cara só. Eu realmente acho que não é maldade deles, que isso fique claro. É ignorância mesmo.

Não entra na cabeça deles que uma pessoa branquela como um coró de goiaba possa ser brasileira. "Mas você tem família europeia, né?" é outra pergunta frequente. Olha, meus bisavós eram mesmo europeus. Mas faz três gerações, ou seja, uns cem anos pelo menos, que minha família é brasileiríssima.

O problema, e a causa do 'travamento', é que eu não encaixo com a 'etiqueta', ou com a caixinha, que os Australianos usam pra classificar todos os brasileiros. E o costume de 'etiquetar' tudo é fortíssimo aqui. Vem desde a época dos ingleses, que fazem a mesma coisa. Tudo tem nome, descrição e modo de funcionamento. TUDO ganha uma etiqueta. Eles adoram compartimentar as coisas. Se você não é australiano branco, ganha uma etiqueta de acordo com sua 'origem', mesmo q seja nascido e criado na Austrália. Se você é pró-direitos gays, logo perguntam em qual letra do LGBTQIA vc se encaixa. Empregos públicos aqui têm nome e número, tipo Gerente 1, 2 e 3. E se o cara é gerente 2 e alguém pede ajuda em algo q um gerente 1 ou 3 faria, MUITA gente se recusa a fazer porque "não é meu job description".

Etiquetas podem ser úteis pra facilitar nossa compreensão inicial do mundo. Mas gente cresce, evolui, e um dia deveria perceber que muitas etiquetas que criamos não servem pra todas s coisas. E pior: podemos machucar muita gente forçando-as a caber nas nossas caixinhas pessoais. Graças a Deus nunca tive problemas, mas não é difícil imaginar que muita gente deve se sentir muito mal.

Nota: este post não foi motivado por nenhum acontecimento em especial nem é uma reclamação. É só uma constatação. E não se restringe aos australianos, acho que todo mundo faz isso um pouco. É só porque aqui é BEM evidente.

24.2.15

Everything is Awesome!

Ó, fiquei tristinha que a música do Lego não ganhou o Oscar. E que o diretor de Boyhood não levou o prêmio de melhor direção. Manter o bonde andando por 12 anos merecia, poxa! Nem gostei do filme, mas o trabalho dele foi incrível!

Também fiquei feliz com os prêmio de Budapeste Hotel, e fiquei dividida com animação. Big Hero 6 é bom, mas não teve nada de espetacular. Eu achei Dragão 2 melhor, mas só questão de gosto mesmo.

O Brasil NÃO levou o oscar de novo com o documentário do Sebastião Salgado, mas buenas... algum dia algum brazuca ainda leva a estatuazinha pra casa!

Em geral, achei que os resultados até pareceram justos. Não vi muitos dos filmes, então fica difícil opinar. Mas fui só eu, ou algum de vocês também teve a impressão de que os filmes desse ano estavam mais fracos que os do ano passado?

23.2.15

Desafio do livro 9 - Título com uma única palavra

Título: Invencível, de Laura Hilldbrand
Categoria: Título com uma única palavra
Categorias por tabela: Escrito por uma mulher, Virou filme, Memórias
Índice Pá: 9

"Invencível" é um livro que deixa você um pouco abestalhado, quando termina. Foi uma sensação muito parecida com a que tive quando terminei O Senhor dos Aneis, embora as histórias e estilos sejam completamente diferentes. Mas é que acontece tanta coisa, mas tanta coisa, que é épico.

E nesse caso, é tudo real.

Invencível (que tá nos cinemas também, dirigido pela Angelina Jolie - olha ela aqui no blog de novo!) conta a história de Louis Zamperini. Quem foi esse cara? Bom, primeiro, ele foi recordista de velocidade em corridas. Atleta Olímpico americano, competiu em Berlim em 1936, quando o mundo começava a pegar fogo. Daí, foi convocado pra lutar na 2a guerra mundial e, após batalhas mirabolantes, o avião dele foi atingido e o cara ficou 47 dias à deriva num bote de plástico no Oceano pacífico. MANO, 47 dias num barquinho de plástico, sem água, sem comida (claro q ele pescava e bebia água da chuva, mas o bote não tinha nada), cercado de tubarões! E quando você acha q sobrevier a isso é muito, o bote de plástico é tirdo dágua por um navio do exército jaaponês e o Louis vai parar num campo de prisioneiros no Japão onde ele foi esmurrado, avacalhdo, emporcalhado e humilhado além de qualquer limite. Por dois anos. Dois-freaking-anos.

ATENÇÃO, SPOILER!

. . . E ele sobrevive. E volta pra casa. Tem a maior crise de stress pós-traumático (por que será, né?), mas sobrevive a isso também. Morreu de velhinho, há uns 4 ou 5 anos, depois de carregar a tocha Olímpica das Olimpiadas de Nagano na frente do terreno onde ficava o campo de prisioneiros. Nessa parte eu chorei, porque me impressionou a capacidade dele de superar e de perdoar. Realmente sobre-humano.

.
FIM DO SPOILER

A narrativa é excelente, o texto super bem trabalhado não só com s memórias do Louis, mas também de várias pessoas que dividiram desventuras com ele. Recomendo fortemente esse livro a quem quiser ler algo épico, extremamente bem feito e com história impressionante. Só aviso que é preciso ser forte. Tem cenas tristes demais. Não de nojeira, mas de quão cruel s pessoas podem ser.

Fiquei curiosa pra ver o filme só pra saber como fizeram um dos personagens... se o cara que faz o guardinha japonês conseguir passar metade do que é descrito no livro, ele merecia ter sido indicado ao Oscar!

22.2.15

Super Gêmeos, ativar! Forma de um Unicórnio!

Corri os 5km da Color Run hoje de manhã e, como esperado, voou tinta e pó colorido pra todo lado. Lá não tem espelho, então vim pedalando pra casa só com uma vaga ideia de como me parecia. Antes de sair de casa eu estava de camiseta branca e uma sainha de tutu colorida.

Quando cheguei, descobri que tinha virado o Córnio, meu unicórnio de pelúcia.

21.2.15

Desafio dos livros 8 - Com as iniciais do seu nome

Título: Bagagem, de Adélia Prado
Categoria: Autor com as mesmas iniciais do seu nome
Categorias por tabela: Escrito por uma mulher
Índice Pá: 8

Eu achei, desde o início, que essa categoria seria um das mais difíceis. Porque tenho um nome duplo e dois sobrenomes, então são QUATRO letras pra bater. APFL, pra quem não sabe :P

Comecei olhndo nquela mesma list de best-sellers de onde eu achei o Sidney Sheldon pro livro do autor popular. E vi que aparentemente, não tem nenum populrzão com APFL. Tinha um russo com AP, mas achei muito pouco.

Fui olhar na Academia Brasileira de Letras, onde eu tinha pesquisado pra outra categoria. Ninguém. Fui olhando listas de escritores e poetas brasileiros, e vi a Adélia Prado em uma delas.

"Bom, se é pra ser AP, vou ler uma brasileira", pensei comigo. Aí estava tentando achar os nomes dos livros dela quando caí no verbete da Wikipedia. E começa assim: "Adélia Luzia Prado de Freitas, mais conhecida apenas como Adélia Prado..."

Mano, eu não acreditava. Eu sou APFL, ela é ALPF! As MESMAS letras, só com uma fora de lugar! Não tive dúvida, é ela mesmo que eu tinha de ler! Peguei o primeiro livro, "Bagagem", e me joguei na poesia.

O livro é muito bonitinho, e é fácil de ver por que o Carlos Drummond de Andrade gostava dela. É levinho, os poemas contam coiss do dia a dia. Especialmente do dia a dia feminino, de como você se comporta, o que pode fzer, o que não pode, e que tipo de coiss võ fazer as pessoas te olharem como louca. Foi escrito em 1976 e continua tão atual!

Eu não sou grande fã de poesia, ms essas são muito acessíveis e legais. E o livro é fininho, você vi lendo um poeminha por diua, dando uma risadinha (de engraçado ou de nervoso) e logo ele acaba. Gostei, recomendo especialmente para fãs de poesia e pra quem acha q é impossível defender ideias feministas com coisas delicadinhas, como versinhos.

20.2.15

Dá-lhe bolo! :D

Se eu comesse bolo em todos os aniversários de gente especial pra mim em fevereiro, ia estar com um fastio de glacê que vocês nem imaginam! :D

19.2.15

50 tons de milongas

- Pá, quer ir ao cinema assistir a '50 Tons de cinza'? Meu marido não quer ir nem amarrado! Pensei que você poderia gostar!
(Poxa, é essa a ideia q vc tem de mim?)
- Ok, pode ser.
(Papai Noel, anota aí que eu tô fazendo uma boa ação pra uma amiga, hein?)

Não foi o desastre que eu esperava. O filme é arrastado, bem fiel ao livro mas muito mais lento e menos explícito.

O mais engraçado, porém, foi ver q tinha 20 pessoas na sessão, das quais 18 meninas e 2 rapazes. Um dos quais tinha entrado sozinho, e saiu no meio filme. :P

18.2.15

Mãe merece do bom e do melhor, né?

Eu tinha deixado uns posts prontos aqui há uns dias, porque estava empolgada e sabia que não teria tempo durante a semana. Aí, quando vejo qual o post q ia entrar hoje, quase caí de costas.

Não podia colocar um post sobre 50 Tons de Cinza no dia do aniversário da minha mãe, né?!

Então o comentário (muito breve) sobre o filme fica para amanhã, e hoje eu só quero desejar um feliz aniversário cheio de felicidade e sucesso pra minha mãe, que é sem dúvida uma das pessoas mais talentosas do mundo! Já viram os patchworks dela? Têm que ver que lindezas!

Mãe, abração e beijãozão enormes, que atravessam o mundo! :* Te amo muito muito muito. Tudo do melhor no dia de hoje e sempre, porque você sempre escolhe os melhores caminhos - os com coração! =^.^=

17.2.15

Pá no Camboja, parte 12 - A volta e as observações

Após esses passeios todos, comemos uma refeição deliciosa com curry, frango, sorvete, torta de maçã e água de coco que custou 20 dólares os dois juntos. Tomamos banho, arrumamos as malas e fomos pro aeroporto. A viagem de volta foi tranquila, dormi a maior parte do tempo. Mas lembrei de algumas observações a fazer pra quem quiser ir pra lá:

- os funcionários da área de turismo em geral falam inglês ou alguma outra língua (vimos mandarim, francês e japonês também), mas é sempre meio macarrônico e muito cantado. Além disso, a maioria das pessoas não pronuncia a última sílaba das palavras. Por exemplo, todo mundo tenta te vender "coconã" ou "nice pants, I make good pry" (price). Isso gerou uma situação engraçada, quando um garçom perguntou se o Clinton queria o curry dele com "baguette or rye". Entre baguete e pão de centeio, ele disse q não queria nada. 'Rye' na verdade era 'rice' e ele ganhou uma tigela só com o caldo do curry, sem nada pra misturar :P
- Ninguém pedia esmola, mas TODO MUNDO tenta te vender coisas perto dos templos, e pedem 'remember me when you come beeeh' (back).
- Siem Reap cheira a queimado. O tempo todo. Leve anti-histamínicos.
--Leve também seus próprios remédios. O próprio cara da embaixada recomendou não comprar remédio lá.
- Quando pedir café, peça com leite condensado. É delicioso.
- Se gostar de algo, principalmente roupas e objetos de decoração, negocie. Eles topam baixar muito os preços.
- Agradeça sempre (A-kun!) e faça o gesto com as mãozinhas, como se estivesse rezando. Gentileza gera gentileza.

E com isso, voltei pra casa, com mais um carimbo no passaporte e muitas histórias pra lembrar!

16.2.15

Pá no Camboja, parte 11 - Profusão templária

Nosso terceiro dia em Siem Reap começou cedo, porque ainda queríamos ver vários templos, mas nosso avião de retorno saía de tarde. Por essa razão, vimos tanta coisa no primeiro dia (os pontos principais), no segundo fomos ver o templo mais distante (caso desse problema com o tuk-tuk, dava tempo de voltar) e no terceiro dia, faríamos o que desse dos templos menores.

Era feriado de Austrália Day nesse dia, e o hostel tem um gerente australiano. Pra comemorar, tinha Vegemite no café da manhã. Pra quem não conhece, Vegemite é uma pasta preta de passar no pão típica da Austrália. É salgada, feita com o resto dos ingredientes usados na produção de cerveja. Eu acho gostoso, mas há quem odeie.

Nosso passeio começou pelo templo de Prea Kahn, construído no lutar onde os Khmer venceram os Cham em alguma guerra antiga. O lugar virou uma universidade, com quase 100 mil pessoas circulando - entre alunos, professores, funcionários e dançarinas. A ponte que cruza uma lagoa para entrar no templo é ladeada por guerreiros segurando uma Naga gigante.

-Não deixa ela escapar!

Depois seguimos para Ta Som, que é muito perto e muito parecido com Ta Prohm, o templo da Tomb Raider. É parecido porque também foi tomado pela vegetação e do nada aparecem árvores crescendo no meio das pedras. Algumas até servem de moldura para portais e janelas.

-Eu quero crescer aqui, nesse telhado.

O terceiro templo do dia foi o menorzinho e mais esquisito de todos. Eu o apelidei de "Templo da Dengue", porque ele fica depois de uma ponte que atravessa tipo um manguezal, com uma área de água parada gigantesca. E quando você chega lá dentro, tem mais água parada!

Neak Pean (que significa "cobras entremeadas") foi construído para ser a representação do lago Anavatapta, que fica nos Himalais, perto da morada dos deuses. Diz a lenda que suas águas curam todas as doenças, então o templo era usado como clínica para tratamento de doenças. São quatro lagoinhas artificiais em torno de uma lagoa maior, com um templinho redondo no centro. Cada ponto cardeal é protegido pela imagem de um deus. E no topo do templinho tem a escultura de um NENÚFAR. Os caras são tão bons em escultura que conseguem fazer um flor de pedra.

O nome do templo vem de duas cobras esculpidas bem na base do templinho.

O próximo templo era mais tradicional. East Mabon, conhecido como templo dos elefantes, tem (adivinha!) estátuas de elefantes em todos os cantos, além de várias imagens do Deus Indra cavalgando (ou seria elefangando?) o elefante sagrado Airavata. Parece um templo-montanha, mas não é. Ele foi constru~ido pra ser um reservatório de água, mas como a ´gua não está mais lá, parece q as torres são ainda mais altas.

- Basta saltar essa mureta e eu chego lá!

Pra finalizar a manhã, visitamos outro templo bastante famoso, o Pre Rup. Esse é conhecido por ser um lugar lindo pra ver o por-do-sol. Dizem que fica tudo laranja. Isso não vimos, porque estávamos lá 'a 1 da tarde :P Mas era mesmo muito bonito. Nas torres do alto, os templos dedicados a deusas são guardados por apsaras, enquanto os dedicados a deuses tem guerreiros. Cada um no seu quadrado.

Já comentei da quantidade de escadas, né?

Imagina isso ao por-do-sol, como deve ser lindo!
Despois do passeio, voltamos ao hostel e fomos comer nos restaurantes atrás do Hard Rock Café. Era hora de empacotar tudo, especialmente a m´quina fotográfica, e se preparar pra voltar pra casa.

13.2.15

Festival Multicultural

Às vezes eu dou umas pausas nas postagens porque, enfim, a vida segue, né? :D Hoje vou trabalhar o dia todo no Festival Multicultural de Camberra, mas acredito que amanhã eu já consiga continuar com as postagens. A Viagem ao Camboja está quse no final, mas ainda tem um monte de templinhos!

E respondendo a uma pergunta da Celina, sim, provamos trocentos tipos de curry, mas não todos! Curry lá é tipo dizer 'sopa' no Brasil. Você prova 10 diferentes e ainda tem umas 50!

12.2.15

Desafio dos livros 7: não-ficção

Título: Angkor Antiga, de Micheal Freeman e Claude Jacques
Categoria: Não-ficção
Categorias por tabela: Nenhuma
Índice Pá: 7

Esse livro foi um guia que compramos no Camboja e acabei lendo todo, porque era muito divertido. As partes sobre os templos que visitamos íamos lendo a cada parada, e o resto eu li no avião, na volta pra casa. Poderia ter um pouco mais de explicações sobre quem eram os reis, deuses e figuras mitológicas, em vez de apenas dizer 'na parede X há uma imagem do rei Z lutando com uma lendária cobra Naga". Mas aí acho que vai um pouco do leitor ter se informado antes. Foi bastante útil na viagem. Não recomendo como leitura por diversão, mas se alguém for ao Camboja, quebra bastante o galho.

11.2.15

Pá no Camboja, parte 10 - De onde veio toda essa gente?

Após a visita a Beng Mealea, que foi bem longa (eu me enfiei em cada buraco... por sorte meu senso de direção é bom), o Trun deu aquela paradinha básica no restaurante "de branco" pra gente comer. Apesar de ser claramente voltado pra turistas, esse já era mais "true", ou mais "roots", como diz minha chefe. Tinha cachorro passeando no restaurante, foto do filho do dono na parede, chão de terra batida, essas coisas. Comemos curry.

A viagem de volta correu sem grandes emoções. O Trun nos contou um pouco sobre o Khmer Rouge, explicou que as pessoas constroem as casas mais altas (tipo palafitas sem água) porque "morar no alto é chique, morar no chão é pobre", e contou que tinha um filhinho. Não entendemos o que houve com a mãe da criança, mas o menino mora com ele. Eçe perguntou se queríamos dar um alô. Por que não, né?

A casa do Trun, que ficava atrás da rua cheia de resorts, foi a melhor casa que vimos no Camboja pertencente a uma 'pessoa normal' (não do governo). Tinha dois andares e chão de piso. Tinha um quarto também, separado da sala - algo muito raro por lá. Na sala tinha um sofá, uma mesinha de centro baixinha e um guarda-louças. Tinha um ventilador pendurado no meio do teto. Não tinha mesa de jantar ou cadeiras. O filhinho dele, muito fofo, nos cumprimentou dizendo 'Hello'. Ele perguntou se queríamos "potato e coconã". Aceitamos, e a irmã dele apareceu com um prato de mandioca cozida e um coco verde pra gente tomar. Ele ficou muito surpreso quando eu disse q aquela 'potato' crescia no Brasil, e que fazíamos muitos pratos com ela. Ele concordou, e disse que era uma ótima 'potato'.

Antes que ele nos levasse de volta pro hotel, perguntei se podíamos entrar em Angkor Wat de novo. Eu queria subir numa das torres, e dar uma outra olhada geral no lugar. Ele topou, e lá fomos nós.

E aí, tinha a gente e toda a torcida do Corinthians E do Flamengo dentro do templo.

Foi o maior balde de água fria. Era tanta gente, mas TANTA gente, que não era possível andar direito, bater fotos ou apreciar as imagens nas paredes. Então, fica a dica: pra ir a Angkor Wat, tem de ser de manhã cedo! Não tentem entrar às 16h que é furadíssima! Pra não dizer que foi perda total, vimos uns macaquinhos simpáticos. Muito mais simpáticos q uns turistas que empurravam todo mundo e largavam garrafinha dágua no chão.

Nem davam bola pras pessoas. Bem faziam eles.

Ah, vai, até bati uma ou outra foto. Depois ds 17h começou a diminuir a quantidade de gente, mas o templo fecha às 17h30.

- É alto aqui, né, pessoal?

Na saída, compramos um guia que tinha explicações detalhadas de cada templo - estávamos muito curiosos com o significado de várias coisas que vimos. Depois fomos pra o hotel, tomamos banho, trocamos de roupa e fomos das uma volta no Mercado Noturno. Negociando bastante, compramos uns presentinhos. Eu queria um vestido, mas não achei nenhum no modelo certo. Fomos jantar no Rohatt Café, atrás do Hard Rock Siem Reap. MELHOR COMIDA!

Não comemos curry. Dessa vez, o prato foi uma berinjela refogada com carne de porco moída. Uma delícia, de raspar o prato! As bebidas também estavam ótimas: eu tomei um frapê de morango e o Clinton tomou um café gelado. Recomendo, fica fora da área da muvuca, é lindo e gostoso.

Invejem, porque tava bom à beça.

Depois, voltamos, caímos na cama e dormimos ouvindo um jogo de futebol da Copa da Asia. Viva o timer da tv!

10.2.15

A parte triste da história

Como nem tudo é lindeza, não tem como deixar de comentar isso. Ao lado da entrada de Beng Mealea, em um terreno onde um monte de gente provavelmente andaria, havia uma placa: "Deste terreno foram retiradas 484 minas terrestres". Existem outras placas assim, espalhadas por Siem Reap. Eram as minas colocads no chão pelo Khmer Rouge (Khmer Vermelho), regime totalitário q governou o país entre os anos 70 e 90.

O Camboja aind está se recuperando do Khmar Rouge, e basta entrar em qualquer banca de revista da cidade ou livraria pra notar. Tem MUITOS livros sobre o regime, contando as atrociddes que foram feitas, e também a biografia de seus líderes.

Num resumo bem resumido, o Khmer Rouge foi um grupo que deu um golpe e instaurou um regime comunista radical (distorcendo muito as ideias de Marx e, veja só, até de Mao): o povo fazendeiro era a única classe trabalhadora verdadeira, então todas as pessoas do país form forçadas a se mudar pra o campo e plantar/criar algo. A capital Pnom Phen e s cidades maiores viraram cidades fantasmas, e até hoje dizem que são meio esquisits, com gente ainda procurndo seus antigos lares. Todos os empresários foram mortos, assim como intelectuais, gente de óculos (por que lê muito, então é intelectual), pessoas que falavam duas línguas (muito intelectuais!), artistas e religiosos I(porque religião era perda de tempo e as pessoas tinham de trabalhar). A única coisa que as pessoas podiam fazer era trabalhar no campo, na maioria das vezes separadas de sus famílias. Ah, e lembra que eles normalmente já não se encostavam muito? Começou a valer a regra do 'encostou, morreu'.

Um em cada quatro habitantes do Camboja foi morto naquela época. Quase 2.5 milhões de pessoas. Foi um dos miores genocídios da história da humanidade, que só acabou quando a Rússia (que até curtia um comunismo, mas assim também era demais) resolveu ajudar o Vietnã (vizinho do Camboja que tinha tretas com os EUA - sendo essa a principal razão do apoio russo) a invadir o Camboja e derrubar o regime.

A população do Camboja é muito jovem, e a maioria das pessoas vivas hoje não viveu os horrores da época. Mas inda assim, é muito recente e várias pessoas ainda são atingidas pelas minas terrestres espalhadas pelo país. Porque tinha mina até NAS PORTAS DOS TEMPLOS que são patrimônio da humanidade.

Graças a Deus (e o Vietnã, nesse caso :P) que a desgraceira acabou. Ou pelo menos essa desgraceira, porque o país ainda tem vários problemas a resolver. Mas pelo menos, as pessoas agora têm autonomia sobre suas vidas - um direito que nunca deveria ser tomado de ninguém, em lugar nenhum do mundo.